Transtorno opositor desafiador: o que é o TOD

[Editado por: Marcelo Negreiros]

Crianças podem ser teimosas, desrepeitar autoridades e se recusar a obedecer regras, mas quando isso passa de um comportamento normal para ser considerado algo mais sério? Essa questão é a principal dúvida na hora de identificar o transtorno opositor desafiador, ou TOD.

Embora transtornos de ansiedade e depressão causem sintomas similares aos do TOD, os jovens com este transtorno costumam agir impulsivamente, às vezes com comportamentos vingativos e respostas agressivas quando contrariados.

Além da dificuldade em lidar com situações frustrantes, esses pacientes questionam adultos ou figuras de autoridade, desafiando regras e deliberadamente entrando em conflito para aborrecer pessoas mais velhas. No entanto, devido à semelhança com outros transtornos que aparecem nessa fase da vida e até com o desenvolvimento normal da criança, o diagnóstico correto pode levar anos.

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Como é o diagnóstico do TOD

Para identificar corretamente um quadro de TOD, a atenção de familiares e professores é fundamental. É preciso observar cuidadosamente os comportamentos das crianças para diferenciar os sintomas de outras atitudes comuns. Se há algo errado, é importante recorrer a um psicólogo, psiquiatra ou neurologista infantil.

A avaliação deve incluir informações sobre as circunstâncias em que os arroubos de impulsividade ocorrem e, principalmente, a frequência deles, já que o comportamento desafiador é persistente.

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Considerado uma forma mais branda do transtorno de conduta, o TOD pode ser diagnosticado quando os comportamentos de irritação e desobediência são repetitivos e acontecem por mais de seis meses, interferindo na integração social e no desempenho escolar.

Embora as causas do transtorno sejam desconhecidas, estudos indicam que ele é mais comum em crianças do sexo masculino, com idades entre 8 e 16 anos e que venham de famílias com conflitos internos. No entanto, ele pode afetar qualquer pessoa, especialmente no período que vai da infância ao final da adolescência.

Como é o tratamento do TOD

Os atingidos pelo transtorno exibem comportamento desafiador em diversas situações sociais, especialmente em casa e na escola.

Estudos indicam que o ambiente de aprendizagem é chave tanto para detectar o transtorno quanto para tratá-lo, pois os professores podem notá-lo em alunos que apresentam desmotivação, desinteresse e agressividade.

Após o diagnóstico de transtorno opositor desafiador ser confirmado por um profissional de saúde mental, é importante traçar um plano de tratamento multidisciplinar. As intervenções podem incluir terapia comportamental para o paciente e a família, junto a psicoterapia direcionada ao paciente com TOD.

Quando estimuladas por recompensas, as crianças com TOD se tornam mais sensíveis aos estímulos terapêuticos.

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Em alguns casos, especialmente se há outros transtornos envolvidos, podem ser indicados medicamentos, que são empregados em conjunto com as outras abordagens terapêuticas.

Quanto mais cedo o problema é identificado e tratado, maiores as chances de controlar os sintomas sem que haja impactos de longo prazo ou que o TOD progrida para um transtorno de conduta mais sério na idade adulta.

Recentemente, a Câmara de Deputados aprovou um projeto que inclui o transtorno opositor desafiador na lista de transtornos de aprendizagem que podem requerer acompanhamento integral e treinamento para profissionais nas escolas.

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