Traqueostomia: saiba quando é necessária e qual

[Editado por: Marcelo Negreiros]

A traqueostomia é um procedimento utilizado em casos de obstruções das vias aéreas superiores, que impedem ou dificultam a passagem de oxigênio. A técnica consiste na abertura cirúrgica de um orifício na traqueia, o órgão que liga a laringe aos pulmões, para permitir o trânsito de ar.

Nos últimos anos, a traqueostomia foi bastante usada devido a complicações decorrentes da Covid-19. Mas a técnica é antiga e serve para auxiliar pessoas com doenças crônicas ou em situações de emergência respiratória. Para evitar complicações como infecções ou mesmo asfixia, a traqueostomia exige uma série de cuidados.

Quando a traqueostomia é necessária?

A traqueostomia é indicada em diferentes situações em que é necessário facilitar a chegada do ar aos pulmões. As vias aéreas superiores podem ser obstruídas por acidentes ou doenças crônicas. A abertura na traqueia pode ser usada como procedimento emergencial e ser temporária ou ser definitiva.

Alguns dos casos em que a traqueostomia pode ser realizada são:

  • Obstrução das vias aéreas superiores;
  • Tumores na laringe, faringe ou traqueia;
  • Anomalias congênitas das vias respiratórias;
  • Síndrome de Pierre Robin;
  • Síndrome de Treacher Collins;
  • Edema (inchaço) de glote – que pode ser causado por uma reação anafilática;
  • Traumas ou queimaduras;
  • Doenças neuromusculares e paralisias;
  • Traqueolomácia – flacidez na cartilagem de suporte da traqueia;
  • Intubação prolongada;
  • Hipoventilação central congênita;
  • Coma.

+Leia também: Colostomia, traqueostomia e cia: entenda a importância delas

Como é realizada a traqueostomia?

O procedimento geralmente é feito com anestesia geral – embora, em alguns casos, seja possível optar pela anestesia local.

Para que a traqueostomia seja realizada com segurança, os locais mais adequados são os ambientes hospitalares. A técnica também pode ser empregada em situações de emergência médica, casos em que uma cirurgia depois é agendada para adequar a traqueostomia, se necessário.

Ela consiste na abertura, por meio de uma incisão, na região da traqueia. Ali, é inserida a cânula, um tubo por meio do qual o paciente consegue respirar. Se necessário, a cânula pode ser conectada a aparelhos de ventilação mecânica.

Cuidados com a traqueostomia

Nas primeiras horas, é necessário monitorar o paciente, que pode sentir desconfortos ou insegurança por conta da traqueostomia. De início, a pessoa pode ficar incapacitada de falar. Pode ser utilizada alimentação via sonda. Com algumas técnicas e apoio de fonoaudiólogo, é possível falar mesmo utilizando a cânula de traqueostomia.

É fundamental manter a cânula limpa e realizar a aspiração das secreções. Manter a higiene e a esterilização dos equipamentos também é indispensável para evitar complicações, assim como realizar a troca dos itens da traqueostomia, conforme orientação médica.

Como o ar que entra pela traqueostomia é mais seco, pode ser necessário hidratar as mucosas e os lábios, bem como a cavidade oral e a orofaringe.

Esses cuidados exigem ainda mais atenção quando precisam ser realizados fora de ambientes hospitalares – em casos de traqueostomias mais longas ou até definitivas.

Sangramentos no local da traqueostomia, entupimento da cânula, dificuldades de respiração, suspeitas de infecção ou dor na região são sinais de alerta e requerem atendimento médico imediato. Outras complicações incluem enfisema subcutâneo – quando há acúmulo de ar abaixo da pele –, pneumotórax e danos ao esôfago.

Quando a traqueostomia é definitiva

Na maioria dos casos, a retirada da cânula é feita assim que a causa da obstrução aérea for solucionada e o paciente seja capaz de respirar por conta própria. Entretanto, há situações em que isso leva um longo tempo ou, ainda, não é possível.

Casos de traqueostomia definitiva geralmente estão associados a tumores, doenças degenerativas e crônicas ou quando toda a laringe precisa ser retirada.

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