O desenvolvimento das relações comerciais da China nos últimos 20 anos levou o país comandado pelo Partido Comunista a se tornar o maior exportador do mundo, superando os Estados Unidos. Segundo o Banco Mundial, em 2020, as negociações da China com outras nações representaram 35% do Produto Interno Bruto chinês.

Embora a ascensão da China como potência exportadora tenha se tornado evidente no início deste século, a história começou antes. No final da década de 1970, o país iniciou um conjunto de reformas. Naquela época, sua participação no comércio global era inferior a 1%.

Na virada do século, a adesão da China à Organização Mundial do Comércio (OMC) em 2001 ajudou o país a desbancar os Estados Unidos. A partir de então, o país explorou sua potência manufatureira permitindo-lhe expandir drasticamente suas exportações para o resto do mundo.

Nos anos 2000, a China ocupava a sétima posição, com participação de 3,9% nas exportações mundiais, enquanto os EUA (12,1%) lideravam os negócios com outros países. Em 2010, a China já era a campeã mundial de exportação. Dez anos depois, a participação dos chineses saltou para 14,7% do mundo.

A China se tornou uma superpotência econômica. Seu comércio exterior cresceu quase nove vezes nas últimas duas décadas, de US$ 510 bilhões em 2001, para US$ 4,6 trilhões em 2020. Suas exportações aumentaram 870% e as importações cresceram 740% em duas décadas.

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Influência da China na América Latina

Na América Latina, o regime autoritário chinês ampliou a diferença em relação aos Estados Unidos em termos comerciais, desde que o presidente Joe Biden assumiu o cargo no início de 2021.

De acordo com a Organização das Nações Unidas, de 2015 a 2021, fora o México, principal parceiro comercial dos Estados Unidos, a China ultrapassou os norte-americanos na América Latina e aumentou essa diferença no ano passado.

Excluindo o México, o fluxo comercial total (importação e exportação) entre a América Latina e a China atingiu quase US$ 250 bilhões (R$ 1,2 trilhão) em 2021, bem acima dos US$ 174 bilhões (R$ 850 milhões) com os EUA.

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