Na sexta-feira, 14 de janeiro, decolou de Teixeira de Freitas o último voo da Azul ligando a cidade baiana a Belo Horizonte. No entanto, a decisão pela suspensão indefinida das operações não tem relação com a falta da demanda, mas sim com a precariedade do aeroporto.

Publicidade 

O aviso de que os voos seriam encerrados já havia sido dado pela empresa em novembro do ano passado quando, numa nota de imprensa, a aérea disse que a regularidade dos voos no local vinham sendo comprometidaDizia a nota, assinada por Vitor Silva, gerente de planejamento de malha da Azul:

“Não são raras as vezes em que precisamos cancelar ou alternar um avião, gerando altos custos para a empresa e para o próprio cliente. Por isso tomamos a decisão de suspender as vendas até que essas melhorias e certificações aconteçam, o que permitirá, inclusive, que possamos melhorar nossa performance e até operar com aeronaves maiores, como Embraer”.

As melhorias às quais a empresa se refere são a necessidade de dois equipamentos importantes que, embora não coloquem em risco as operações das aeronaves em condições normais, dificulta quando há mau tempo.

Não existem procedimentos de pouso IFR (Condições Meteorológicas de voo por Instrumentos) e nem o PAPI, que é o Indicador de Ângulo de Aproximação Visual, que é um sistema de luzes situado na cabeceira para auxílio visual do piloto, não estão disponíveis no local.

Por conta disso, quando havia mau tempo na região, os aviões precisavam desviar a outros aeroportos ou os voos eram cancelados. Em algumas épocas do ano, isso se tornava frequente, daí a decisão da Azul, que também é uma forma de pressionar o poder público.

Enquanto o gestor da infraestrutura não se move para resolver, o povo local perde uma excelente oportunidade de conexão por via aérea e a cidade perde negócios.


Por Carlos Ferreira para Aeroin

Comente a matéria: