Durante entrevista a um podcast nesta quarta-feira, 19, o presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) admitiu já ter errado na escolha de ministros. A fala aconteceu no programa CD Talks do portal O Antagonista.

“Quando erro quase não durmo”, disse o presidente. “Na cabeça de algumas pessoas ser ministro é uma coisa fantástica, mas errei. Às vezes, a pessoa é fantástica, mas não tem nenhuma experiência e não sabe da realidade. Já errei, mas não erro mais na escolha de ministros, sem antes advertir a pessoa dos eventuais problemas.”

Na ocasião, o entrevistador Claudio Dantas interpelou o chefe do Executivo acerca de uma fala de Lula (PT), candidato à Presidência. Na terça-feira 18, o petista declarou que “quem deve fazer crítica é a oposição”. Desse modo, não deveria existir uma autocrítica, conforme o ex-presidente. Dantas, então, perguntou se Bolsonaro não fazia uma autocrítica.

O presidente não quis revelar quais seriam seus eventuais erros na escolha de ministros. “Alguns me pediram para sair”, disse. “Já outros, chamei e expliquei que não dava mais.”

Ao assumir um novo mandato, todos os presidentes devem indicar um ministro para gerir cada ministério do país, como: Ministério da Mulher, Casa Civil, Defesa, Meio Ambiente, Comunicações, etc.

Conforme levantamento do portal Uol, durante a gestão Bolsonaro foram feitos, pelo menos, 28 trocas de ministros. A pasta que mais se destaca é a do Ministério da Educação, que registrou cinco trocas: Carlos Decotelli, Abraham Weintraub, Ricardo Vélez Rodríguez, Milton Ribeiro e, atualmente, Victor Godoy. O governo atual só perde para a gestão da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) que trocou, em dois mandatos, 86 ministros.





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