O que deveria ter sido uma entrevista acabou se tornando uma inquisição. Assim foi a sabatina do presidente Jair Bolsonaro ao Jornal Nacional. Na semana passada, os apresentadores William Bonner e Renata Vasconcellos interrogaram o chefe do Executivo durante 40 minutos.

Interrupções, perguntas enviesadas e menos tempo para Bolsonaro marcaram a “entrevista”. A sabatina se tornou assunto do mais recente artigo que o jornalista Augusto Nunes publicou na Revista Oeste.

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“Ao lado da parceira de palco, Renata, William Bonner exercita com caretas, micagens e sorrisos sarcásticos os músculos da face, emoldurada pela barba alvinegra. Caprichando na pose de Dom Pedro III de novela, ele abrira o que deveria ser uma sabatina com uma pergunta que consumiu 110 palavras. (Com 272, comparou o site Poder360, Abraham Lincoln produziu o Discurso de Gettysburg, uma das maravilhas da retórica universal.) O belicoso palavrório inaugural informou aos espectadores que não assistiriam a uma entrevista. Testemunhariam o parto de outra invenção brasileiríssima: um Pronunciamento à Nação de William Bonner, com a participação da esforçada coadjuvante.

A dupla ocupou mais de 15 minutos dos 40 reservados ao show de arrogância. Nos menos de 25 restantes, Bolsonaro suportou com serenidade a sequência de provocações, apartes, deboches e outras formas de grosseria planejada para que o alvo sucumbisse a algum ataque de nervos. Tal hipótese, se consumada, ampliaria o acervo de provas de que Bolsonaro é golpista de nascença. O truque não funcionou. Encerrado mais um ato da ópera do jornalista malandro, consolidou-se a certeza de que, para impedir seu Grande Satã de conseguir um segundo mandato, os soldados de Lula aquartelados na Globo acham pouco assassinar a verdade. Vale rigorosamente tudo na guerra que transformou em rotina a tortura dos fatos.”

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