Decisão dos deputados vai contra posicionamento adotado pelo diretório nacional, mas independência está prevista no estatuto do partido

WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDOLula O Cidadania apoiou Lula no segundo turno das eleições de 2022
Deputados do partido Cidadania optaram por manter uma posição de independência e não participar da base aliada do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após reunião realizada neste sábado, 14. A decisão vai contra a posição oficial do diretório nacional, que decidiu que prestaria apoio “incondicional” ao presidente. “Não vejo neste momento condições de nós não lutarmos pela democracia, mas não significa que é lutar pelo Lula.
O Lula não significa sozinho a democracia no Brasil”, declarou o deputado Alex Manente, líder do Cidadania na Câmara dos Deputados. Com cinco representantes para a próxima gestão, a bancada da Casa publicou uma nota afirmando que os deputados eleitos irão se pautar pelos princípios do partido e apoiar propostas aliadas com o programa partidário.
O grupo ainda reforçou o compromisso de atuar em favor da democracia e do respeito ao Estado Democrático de Direito. “Não nos furtaremos em criticar e combater possíveis erros da nova gestão federal”, ressaltam. Segundo o estatuto do Cidadania, os deputados têm o direito de declarar independência em relação ao governo apesar da escolha da Executiva Nacional. Já no Senado, o partido conta com apenas uma representante, a senadora Eliziane Gama, que atuou na equipe de transição e será aliada de Lula.

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