Os exames de imagem são muito importantes para detectar diversos grupos de doenças, entre eles o câncer de mama, um tipo de câncer que, para este ano, tem estimativa de 66.280 casos, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA). O diagnóstico precoce da doença é fundamental para aumentar as chances de cura, que podem chegar a até 95% nesses casos.

O médico especialista em Diagnóstico por Imagem, Marcelo Niek, que atua no Hospital Adventista de Belém (HAB), reforça sobre a importância da descoberta da prévia da doença. “O câncer de mama é o câncer mais comum das mulheres e a segunda causa de morte entre elas, então é muito importante que nós tenhamos mecanismos pra detectar precocemente o aparecimento dessa doença e tomar medidas que possam controlar sua evolução, alcançar a cura e para isso, quanto mais precoce esse diagnóstico, é, obviamente, melhor”, afirma.

De acordo com o especialista, quando por meio do autoexame a mulher notar alteração, presença de uma textura diferente, nodulação, área dolorosa nas mamas ou nas axilas, ela deve procurar imediatamente um médico para fazer os exames que possam confirmar se o achado tem ou não importância clínica. O médico destaca ainda a relevância não apenas do autoexame, mas também a necessidade da consulta com um especialista todos os anos para o rastreamento do câncer de mama.

Niek explica que em mulheres mais jovens o rastreamento do câncer de mama é feito através da ultrassonografia das mamas, e para mulheres a partir dos 50 anos de idade, por meio da mamografia. “O ultrassom é um exame que não utiliza radiação, não tem efeitos colaterais, e é utilizado inclusive em mamas densas – como as mamas mais jovens, que tem muitas glândulas – e consegue com uma razoável precisão identificar a maioria das lesões”, afirma.

Segundo Marcelo, com a idade, a mama vai sofrendo transformações e vai perdendo um pouco do tecido fibroglandular, se tornando menos densa, e a partir desse momento, a mamografia é mais eficiente para rastrear e detectar lesões com risco de se tornar câncer. “Em geral, esse rastreamento com a mamografia começa com 50 anos de idade, mas ele pode começar antes, quando o seu médico indica por alguma razão específica para o seu quadro”, detalha.

O médico ressalta que apesar da segurança, existem mulheres que ainda tem receio de realizar o exame e detalha como ele é realizado. “A mamografia é um exame que utiliza radiação. Ela é um exame de raio X, só que é um raio X especial, feito das mamas. Muitas mulheres têm medo da mamografia, ficam com dúvida. É um exame que dói porque é feito comprimindo as mamas. O técnico colocas as mamas no aparelho, faz uma pequena compressão para espalhar o tecido fibroglandular e aí faz o exame, normalmente em dois ângulos de incidência, um horizontal e um oblíquo, digamos assim”, explica.

Com o intuito de oferecer o melhor diagnóstico precoce por imagem as pacientes, o Hospital Adventista de Belém (HAB) investiu em uma nova tecnologia e adquiriu um tipo de mamografia que possui diversas vantagens. O médico explica que a mamografia, que é digital, tem uma acurácia maior, ou seja, uma menor dose de radiação. Além disso, há a possibilidade de ser analisada em um computador de alta resolução, rever as imagens em diferentes graduações de tonalidade, e as mamas são menos comprimidas. “Um exame mais rápido, mais confortável, que pode ser distribuído pela rede interna do hospital ou pela internet”, diz Marcelo.

Produzida pela empresa de inovação e tecnologia Siemens, a Tomossíntese, também chamada de mamografia 3D ou mamografia em três dimensões, tem novos recursos considerados diferentes da mamografia digital tradicional. “É como se fosse uma tomografia da mama. Ela permite fazer vários cortes em diferentes ângulos e enxergar áreas que ficam sobrepostas na mamografia convencional, então, a partir desse mês de novembro nós teremos disponível no hospital, essa tecnologia de última geração, que faz a mamografia digital e a tomossíntese. São dois exames disponíveis”, avalia Niek.

De acordo com o doutor Niek, todas as mulheres a partir dos 50 anos ou antes, quando houver indicação médica, podem realizar o exame, o que normalmente, depende do tipo de mama, da lesão, e da suspeita que o médico tem. “A mamografia serve para guiar procedimentos de biópsia quando tem uma lesão que precisa ser retirado um fragmento para fazer um diagnóstico mais específico. É um exame que exige indicação médica, pois você precisa passar antes com seu médico e ele vai avaliar e decidir se você tem ou não a indicação de fazer o exame”, finaliza o especialista.

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