A estratégia de resistência do STF
A crise de credibilidade e legitimidade que assola o Supremo Tribunal Federal (STF) parece ter adotado uma tática de salvamento inspirada em ordens militares de “proibido recuar”. No entanto, essa abordagem, ao invés de resolver o impasse, aprofunda um racha inédito entre os poderes. Uma ala significativa da corte acredita que manter a posição atual é **fatal**, ignorando o contexto político mais amplo e o impacto eleitoral da atuação da instituição.
O STF como alvo político
A atual crise transformou o Supremo em um **fator eleitoral relevante**. A inédita tentativa de uma CPI indiciar ministros do STF e o Procurador-Geral da República (PGR) demonstra que a corte passou a simbolizar um “sistema” que grande parte da população considera intolerável. A reação da ala “dura” do STF, com medidas como a sugestão de cassação de parlamentares ou pedidos de ação contra o relator da CPI, tem **pouca possibilidade de acuar o Congresso** e, ao contrário, tende a aglutiná-lo contra o Supremo, intensificando o confronto entre os poderes.
Críticas ao STF ganham apoio popular
Enquanto o STF considera seus críticos como “detratores”, parcela expressiva da sociedade os enxerga como “corajosos” ou “heróis”. O argumento de que críticas ao Supremo equivalem a críticas à democracia **não tem mais colado** com a população. O foco das críticas agora recai sobre o **comportamento individual de ministros**, baseado em fatos incontroversos, e não em ataques à instituição democrática em si. Essa situação, alimentada por escândalos e investigações como a do Master, cria um cenário de desequilíbrio nas relações entre os poderes, com autoridades preocupadas com a possibilidade de desobediência civil.
Descubra mais sobre MNegreiros.com
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.
