A senadora eleita Damares Alves (PL-DF), ex-ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, rompeu o silêncio neste domingo, 22, e se pronunciou sobre a situação dos ianomâmis.

A ex-ministra disse que o problema da desnutrição entre crianças indígenas é um dilema histórico — e foi agravado pela pandemia. “Entre 2007 e 2011, o Vale do Javari já tinha índice alarmantes”, escreveu, no Twitter, referindo-se a um município localizado no oeste do Amazonas. “Sempre questionei a política do isolamento imposta a algumas comunidades. Está na hora de uma discussão séria sobre isso. Ao invés de perdermos tempo nesta guerra de narrativas e revanchismo, proponho um pacto por todas as crianças do Brasil, de todas as etnias.”

Damares criticou setores da imprensa, atribuindo aos veículos de comunicação suposta parcialidade. “A mesma imprensa que hoje faz cobertura positiva da agenda presidencial, fez críticas à época”, afirmou, ao lembrar que, durante os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, houve 168% de aumento no número de assassinatos de indígenas. “Tenho a convicção de que mais do que posar para fotos e realizar belos discursos, devemos enfrentar a raiz do problema.”

Os ianomâmis são um grupo de aproximadamente 35 mil indígenas. Eles vivem em cerca de 200 a 250 aldeias na Floresta Amazônica, na fronteira entre a Venezuela e o Brasil.

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