O chanceler da Alemanha, Olaf Scholz, anunciou nesta quinta-feira, 18, que irá reduzir de 19% para 7% a alíquota do Imposto sobre Valor Agregado (VAT) que incide no gás natural. A medida, que vai vigorar até março de 2024, é uma tentativa de diminuir os custos da energia à população e de acalmar a insatisfação popular.

Na quarta-feira 17, Scholz foi recebido com protestos durante um evento na prefeitura de Neuruppin, perto da capital. Centenas de pessoas participaram da manifestação e algumas chamaram o chanceler de “traidor”. Vídeos mostrando Scholz discursando sob vaias foram publicados no Twitter.

“Os preços crescentes do gás são um grande fardo para muitos cidadãos”, disse o chanceler em entrevista coletiva um dia após os protestos. Segundo ele, medidas adicionais serão anunciadas nas próximas semanas.

Além do aumento dos preços no atacado do gás natural causado pela invasão da Ucrânia pela Rússia no início deste ano, os consumidores terão que pagar uma nova sobretaxa para sustentar as empresas de energia que lutam para encontrar novos suprimentos no mercado global.

Scholz disse que a redução do imposto sobre a compra de gás em geral mais do que compensará as novas sobretaxas, o que significa que elas serão pagas pelos cofres do governo. O líder alemão disse que é uma questão de “justiça para garantir que o país permaneça unido durante esta crise”.

A Rússia reduziu os fluxos de gás natural – usado para gerar eletricidade, operar fábricas e aquecer casas no inverno – para a Alemanha e outros países europeus, e há temores de mais cortes à medida que o clima fica mais frio e a demanda aumenta. Os altos preços resultantes estão alimentando a inflação, corroendo o poder de compra das pessoas e aumentando a possibilidade de uma recessão.





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