Eleição suplementar para governador de Roraima em junho

Eleição suplementar para governador de Roraima em junho

A Justiça Eleitoral de Roraima estabeleceu o dia 21 de junho como a data para a eleição suplementar ao governo do estado. A convocação surge após a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que cassou o mandato do governador Edilson Damião, do União Brasil. A chapa eleita terá a missão de administrar o estado até 5 de janeiro de 2027, mas os eleitores roraimenses já se preparam para duas idas às urnas em 2026, uma para esta eleição complementar e outra para as eleições regulares.

Prazos e elegibilidade definidos

De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR), o eleitorado apto a votar são aqueles com situação regular no Cadastro Nacional de Eleitores até 21 de janeiro de 2026. Para quem necessita realizar a transferência temporária de seção eleitoral dentro do mesmo município, o período para solicitação vai de 14 a 18 de maio. Partidos e federações que almejam participar do pleito precisam ter seus estatutos registrados até 21 de dezembro de 2025, data limite também para filiação partidária e domicílio eleitoral dos candidatos no estado.

Registro de candidaturas e propaganda eleitoral

O processo de registro de candidaturas tem como prazo final as 19h do dia 20 de maio. A partir de 21 de maio, a propaganda eleitoral estará liberada, com a veiculação em rádio e televisão com início marcado para 3 de junho. Em caso de nenhum candidato obter a maioria absoluta dos votos válidos, a disputa poderá ser decidida em segundo turno.

Condenação por abuso de poder em 2022

A cassação de Edilson Damião e a declaração de inelegibilidade do ex-governador Antonio Denarium até 2030 foram resultado de um processo que se estendeu por cerca de dois anos. Ambos foram condenados por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. As acusações incluíam o uso de programas sociais e da estrutura pública para obter vantagem eleitoral, como a distribuição de cestas básicas e benefícios, a reforma de residências, repasses de quase R$ 70 milhões a municípios em período irregular e o aumento de despesas com publicidade institucional.


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