Em 14 Estados brasileiros, metade ou mais dos deputados federais não foi reeleita em 2 de outubro. O índice de renovação geral, na Câmara dos Deputados, foi de 39%. Os exemplos mais significativos da alta renovação estão no Acre, Amapá, Roraima e Sergipe, onde os eleitores optaram por renovar a maioria absoluta das bancadas. No Acre, dos oito parlamentares apenas um foi reeleito.

Além desses quatro Estados, a renovação acima de 50% ocorreu em Mato Grosso, Rondônia, Piauí, Alagoas, Pará e Distrito Federal.

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Quatro Estados reelegeram metade da bancada e rejeitaram a outra metade. Foi o que ocorreu no Rio Grande do Norte, no Espírito Santo, no Tocantins e no Amazonas.

Nos outros treze Estados, a renovação ficou abaixo de 50%: mais da metade dos deputados mantiveram seus mandatos. No Rio Grande do Sul e Bahia, os eleitores praticamente repetiram o mesmo voto dado há quatro anos. A taxa de reeleição foi de 70%.

Conhecido por não reeleger nenhum governador desde a redemocratização, o eleitorado do Rio Grande do Sul é mais benevolente quando se trata dos deputados federais. Este ano, o Estado foi o que menos renovou sua bancada na Câmara. Os gaúchos manterão em Brasília 23 de seus 31 deputados federais. É o Estado que mais reelegeu, com apenas oito representantes novos. E isto não é uma novidade destas eleições, pois em 2018 o Estado também ficou entre os que mais reelegeram deputados.

O cientista político Fernando Schüler, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, afirmou que com as contas públicas estaduais em frangalhos, o governador acaba acumulando muito desgaste ao longo dos quatro anos de mandato, dificultando a reeleição, e não atribui essa responsabilidade aos parlamentares.

Depois do Rio Grande do Sul, a Bahia foi o Estado que menos renovou sua bancada na Câmara. Dos 39 deputados, 28, ou 71%, continuarão com o mandato.

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