Ministros de Lula estão descontentes com o presidente, em virtude de cargos no segundo escalão estarem “travados”. O objetivo do Palácio do Planalto é negociar essas posições com outros partidos e, assim, garantir a governabilidade. Petistas queixam-se de “nomes ligados ao bolsonarismo” e caciques do Centrão ainda continuarem nesses postos.

Até o momento, ministros só foram autorizados a nomear auxiliares mais próximos, como chefe de gabinete e secretário-executivo, informou o jornal O Globo, nesta quinta-feira, 19. Já para postos como secretarias e diretorias de estatais, a ordem que veio de cima é aguardar.

Lula prometeu a “liberação” dos cargos até 24 de janeiro. A demora tem deixado ministros incomodados, ainda que alguns nomes não tenham vínculo direto com o bolsonarismo, são heranças deixadas pelos partidos do Centrão, da base de apoio ao governo de Jair Bolsonaro.

Um exemplo é a Secretaria Nacional de Mobilidade do Ministério do Desenvolvimento Regional, comandada por Sandra Holanda. Ela foi nomeada em novembro de 2021, por indicação do antecessor, Tiago Queiroz, vinculado ao Centrão. No governo Lula, a secretaria fica no Ministério das Cidades, comandado por Jader Filho (MDB).

Mas a regra não vale para todos. O Ministério do Desenvolvimento Social, do petista Wellington Dias, demitiu secretários nacionais e titulares de diretorias nos primeiros dias de janeiro. As cadeiras estão sendo ocupadas por servidores de carreira, até que o governo defina aliados que assumirão os postos.

Os ministros pedem que seus auxiliares conversem com todos os servidores e identifiquem possíveis nomes alinhados a Bolsonaro. A orientação da Casa Civil, chefiada por Rui Costa, é que se priorize “quem é quem” entre os postos mais altos.

“Tem muita gente para sair e muita gente para entrar”, disse Costa. “Essas trocas são naturais, até porque o governo que saiu tem pouco ou nenhuma sintonia com o que entrou.”





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