Em abril deste ano, durante evento promovido pela Fundação Perseu Abramo (FPA) e pela Fundação Friedrich Ebert (FES), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu a legalização do aborto. Na ocasião, o petista disse que o tema deveria ser tratado como “questão de saúde pública”.

“No Brasil, por exemplo, as mulheres pobres morrem tentando fazer o aborto, porque é ilegal”, afirmou Lula. “As mulheres pobres não fazem porque é proibido. Quando, na verdade, deveria ser transformado em uma questão de saúde pública. Todos deveriam ter o direito de fazer o aborto e não ter vergonha. Não quero ter filho, vou cuidar de não ter filho.”

Segundo o ex-presidente, a legislação brasileira deveria ser revista. “O que não dá é a lei exigir que a mulher tenha filho”, criticou. “Precisamos ainda avançar muito. E essa pauta da família, dos valores, é uma coisa muito atrasada.”

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Na mesma época, Lula disse ser contra o aborto. “Tenho cinco filhos, oito netos e uma bisneta”, revelou, em entrevista ao portal UOL. “Sou contra o aborto. O que disse é que precisamos transformar o aborto em uma questão de saúde pública. As pessoas pobres vítimas de aborto têm de ter condições de se tratar na rede pública de saúde. É só isso. Qual é o crime?”

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