Edilson Salgueiro

Marcia Tiburi sugere que ‘Folha’ expõe Lula a risco de atentado

A feminista Márcia Tiburi, considerada uma das principais intelectuais do PT, está insatisfeita com o fotojornalismo da Folha de S.Paulo. Ao comentar a imagem de destaque da edição do jornal desta quinta-feira, 19, em que Lula aparece em primeiro plano, a filósofa petista sugeriu que a Folha “incita o ódio” contra o presidente. Mais: afirmou que o responsável pela fotografia “criminosa” deveria ser intimado.

A imagem mostra Lula olhando para baixo, com um leve sorriso no rosto, segurando a gravata. O presidente aparece atrás de um vidro avariado, que teria sido alvo de manifestantes nos atos de vandalismo registrados no domingo 8. A rachadura do vidro está na mesma altura do peito de Lula — o que provocou a ira da filósofa petista.

“Trata-se de uma montagem criminosa, pois sugere tiro no coração”, escreveu Marcia, no Twitter. “Não sei quem fez, não conheço a autora ou ator. Não estou fazendo uma colocação ad hominem. Nem sei como se faz isso tecnicamente. Me refiro puramente à imagem e à capa. Ambas, expostas no contexto atual, enviam uma mensagem péssima. É apito de cachorro.”

A coluna No Ponto analisa e traz informações diárias sobre tudo o que acontece nos bastidores do poder no Brasil e que podem influenciar nos rumos da política e da economia. Para envio de sugestões de pautas e reportagens, entre em contato com a nossa equipe pelo e-mail [email protected].

Source link

Jovem Pan afasta Constantino, Figueiredo, Zoe e Marco Costa


A Jovem Pan afastou, nesta terça-feira, 10, os comentaristas políticos Rodrigo Constantino, Paulo Figueiredo, Zoe Martínez e Marco Antônio Costa, o “Superman”. Eles participavam dos principais programas da emissora, como 3 em 1, Morning Show e Os Pingos nos Is. Oeste teve acesso ao comunicado interno enviado aos alvos do afastamento.

A medida ocorre na esteira das mudanças verificadas na emissora nos últimos meses. Os jornalistas Augusto Nunes, Guilherme Fiuza e Ana Paula Henkel, por exemplo, deixaram a Jovem Pan depois do fim das eleições de outubro.

Constantino disse que, a partir de agora, deve se dedicar à produção de cursos e palestras sobre “temas mais atemporais e filosóficos, aproveitando minha bagagem nesses anos todos de leitura”. Figueiredo, Zoe e Costa não responderam às mensagens até a publicação desta reportagem.

Bloqueio de contas

Em dezembro, o Twitter censurou os perfis de Constantino, Figueiredo e Fernando Conrado — todos da Jovem Pan. Só aqueles que estiverem fora do país terão acesso às publicações do trio.

Em nota enviada aos comentaristas, a rede social declarou que cumpriu a legislação relacionada aos “princípios, garantias, direitos e deveres para o uso da internet no Brasil”. O Twitter informou que a ordem judicial que culminou no bloqueio dos perfis está em segredo de Justiça.

Leia também: “Começou a vingança”, reportagem de Cristyan Costa publicada na Edição 137 da Revista Oeste





Source link

Twitter censura mais três contas no Brasil

O Twitter censurou três perfis de comentaristas políticos conservadores nesta sexta-feira, 30. Por ordem judicial, Rodrigo Constantino, Paulo Figueiredo e Fernando Conrado foram impedidos de enviar mensagens aos brasileiros. Só aqueles que estiverem fora do país terão acesso às publicações do trio.

Em nota enviada aos comentaristas, a rede social declarou que cumpriu a legislação relacionada aos “princípios, garantias, direitos e deveres para o uso da internet no Brasil”. O Twitter informou que a ordem judicial que culminou no bloqueio dos perfis está em segredo de Justiça.

“O Brasil vive uma ditadura”, disse Constantino. “O que estamos vendo é censura escancarada. É perseguição. Nem os advogados têm acesso ao inquérito, que corre em sigilo. Não há como se defender. É bizarro. Eles querem calar as vozes de quem não cometeu nenhum crime, mas que denuncia o autoritarismo do STF. É absurdo.”

Segundo Figueiredo, a ordem para bloquear seu perfil foi do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. “Não fui notificado do teor da decisão nem da existência de processo contra mim”, afirmou o comentarista, que continuará a fazer suas publicações em outras redes sociais, como Rumble e Locals. “O brasileiro está na mesma situação que o povo norte-coreano, chinês e cubano. Eles têm acesso à internet filtrada pelos regimes totalitários.”

Para Conrado, o Twitter não está empenhando em resolver o problema. “Não tenho acesso ao processo”, disse o comentarista. “As plataformas não me respondem.”

Constantino tem 1,57 milhão de seguidores, enquanto Figueiredo e Conrado têm 1,31 milhão e 127 mil, respectivamente.

Leia também: “A censura no Twitter antes da chegada de Elon Musk”, reportagem de Dagomir Marquezi publicada na Edição 143 da Revista Oeste

Source link

A Globo ainda acha que é engraçada

No último domingo, 25, a TV Globo exibiu o Prêmio Melhores do Ano. A atração, que faz parte do programa Domingão com Huck, condecora os atores, os humoristas, os cantores e os jornalistas de destaque na emissora. Apenas os profissionais da casa participam do evento. O público fica de fora da festa.

Em determinado momento do programa, que premiava os atores da novela Pantanal, o humorista Paulo Vieira chamou a palavra. “Chorei quando o Velho do Rio morreu”, disse o comediante, referindo-se a um dos personagens da novela. “Fiquei revoltado. Que Deus é esse que leva o Velho do Rio e deixa o Véio da Havan?” A plateia deu gargalhadas.

O alvo da piada é Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan. A empresa conta com 22 mil colaboradores diretos, mais 120 mil indiretos. A Globo emprega 15 mil pessoas — oito vezes menos. Apenas em impostos e benefícios, a Havan desembolsa anualmente R$ 3 bilhões.

Para Vieira, contudo, Hang deveria morrer. “Mas é uma piada”, defendeu-se o humorista que jamais fez escárnio de personalidades “de esquerda”. Quem contou, sofreu retaliações. O humorista Léo Lins é exemplo disso. Conhecido por contar piadas sobre “minorias”, o comediante foi “cancelado” por militantes esquerdistas. Acabou perdendo o emprego no SBT e viu sua agenda de shows ser prejudicada.

O dramaturgo Aguinaldo Silva, que trabalhou na TV Globo por décadas, indignou-se com as piadas de Vieira. “É triste, querido, mas a baixaria virou instituição reconhecida em cartório”, escreveu o dramaturgo, em mensagem enviada ao vereador Fernando Holiday (Novo-SP), que também criticou Vieira.

Mas não para aí. Em outro momento do Prêmio Melhores do Ano, Vieira tirou sarro dos manifestantes que estão acampados em frente aos quartéis do Exército. Ele disse que, se não conquistasse o Prêmio Paulo Gustavo de Humor, iria pedir a instauração do “voto impresso” e iria aos quartéis clamar pela volta do apresentador Fausto Silva ao Domingão. No fim, perdeu a disputa para a humorista Tatá Werneck.

“Não me arrependo de nenhuma piada contra os golpistas flopados”, afirmou o humorista, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo. “Pelo contrário, vou piorar. Sei que a mídia é poder, e vou usar meu poder para construir um país melhor.” Ele ainda ofendeu aqueles que não riram de suas piadas. “Nunca quis amizade com fascista, racista e golpista”, salientou.

Vieira se refere aos milhares de brasileiros que estão se manifestando pacificamente em frente aos quartéis do Exército. “Em 50 dias de protesto, não se quebrou um vidro, não se tocou fogo numa única lata de lixo, ninguém foi agredido, nenhuma contravenção foi cometida, e muito menos qualquer crime”, observou J.R. Guzzo, em artigo publicado em Oeste. “Tudo o que se fez foi falar, cantar o Hino Nacional e mostrar bandeiras do Brasil.”

Depois de “desejar” a morte de Hang e chamar metade da população brasileira de “fascista, racista e golpista”, Vieira disse ter sofrido ataques. E recebeu o apoio do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva. “Minha solidariedade ao amigo Paulo Vieira”, escreveu o petista, no Twitter. “Os ataques contra você são flexo do ódio que precisamos superar no Brasil, com fraternidade e respeito.” Lula nunca manifestou solidariedade a Léo Lins.

Source link

As revelações de Bismark Fugazza, do Canal Hipócritas

O humorista Bismark Fugazza, do Canal Hipócritas, revelou detalhes de sua saída do Brasil durante entrevista ao programa Oeste Sem Filtro, realizada na terça-feira 27. Na conversa, que contou com a participação da comentarista política Fabiana Barroso e dos jornalistas Augusto Nunes, Ana Paula Henkel, Guilherme Fiuza e Cristiane Toledo, o humorista disse que pretende lutar pela liberdade de expressão — mesmo que isso lhe custa a vida.

Conforme noticiou Oeste, Fugazza e Paulo Souza saíram do país para não ser presos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). “Há dez dias, recebemos uma informação de uma fonte muito quente de que os nossos nomes estariam na lista de um mandado de prisão”, revelou Souza, ao acrescentar que o nome do jornalista Oswaldo Eustáquio também estaria na mira do magistrado. “Por isso, tomamos a decisão de sair do Brasil.”

Segundo Fugazza, Moraes está agindo de maneira inconstitucional. “Ele dá o mandado na mão da polícia, e ela prende”, afirmou. “Somente depois a polícia coloca no sistema que a pessoa foi presa. Por isso, não sabemos se realmente existe esse mandado de prisão. Mas, como foi uma fonte em que confiamos muito que nos deu essa informação, resolvemos sair do país. Entendemos que as nossas vozes caladas não adiantariam de nada.”

Moraes manda prender humorista e jornalista

Nesta semana, Moraes determinou a prisão de Eustáquio e Fugazza. A informação, no entanto, veio à tona somente nesta segunda-feira, 26, com uma reportagem do jornal Folha de S.Paulo. Ainda não há confirmação dos motivos que levaram o magistrado a tomar tal decisão.

Na semana passada, Fugazza, Souza e Eustáquio denunciaram Moraes à Corte Interamericana de Direitos Humanos. Eles acusam o magistrado de violar “os direitos de liberdade de expressão” no país, com “várias prisões temporárias decretadas ilegalmente”. Na ação, os três também denunciam a aplicação de “multas desproporcionais” aos brasileiros por parte de Moraes, sem o devido processo legal.

Source link

Luísa Mell critica ceia de Natal com peru: ‘Época de massacre’


A ativista Luísa Mell criticou, neste sábado, 24, uma das principais tradições do Natal: o consumo de peru. Em entrevista ao portal Na Telinha, a defensora da causa animal lamentou que a maioria da população brasileira tenha o hábito de consumir peru, pernil e bacalhau.

“É uma época difícil para entender por que a gente fala tanto de amor, de compaixão, de solidariedade e do espírito de Natal, que é justamente para isso, e, ao mesmo tempo, está colaborado com um massacre”, observou a ativista. “Uma vida horrorosa. Essa época é a que mais mata peru. Sem dúvida, é uma época de massacre. E as pessoas associam isso a uma coisa boa.”

Luísa continuou: “As pessoas podem fazer um dia de amor por todos os seres, tirando a morte da mesa”. “E, sim, dá para fazer um Natal maravilhoso. Já faço há mais de 20 anos — sem nenhum animal morto, sem ninguém precisar sofrer. Acho que esse tem de ser o espírito verdadeiro do Natal. A gente deve olhar para o próximo, para os animais, para a natureza e conseguir viver em comunhão. Meu maior presente seria esse”, acrescentou.

Luísa não cozinha. Por isso, encomendou uma ceia especial. Burrata (R$ 129), salada de rúcula selvagem (R$ 80) e salada de endívias (R$ 117), por exemplo, estão entre as opções de entrada. As três opções de pratos principais são: conchiglione gratinado, uma massa recheada com ricota de amêndoa e espinafre e molho de tomate (R$ 124); canelone de quatro queijos (R$ 135); e couscous, que mistura tomate, cereja, cebola roxa, pimentão vermelho, vagem francesa, frutas secas, amêndoa, ervas e limão siciliano (R$ 119).

O banquete da ativista soma R$ 704, o equivalente a 58% do salário mínimo brasileiro em 2022 (R$ 1,2 mil). O peru temperado, consumido pela maioria dos cidadãos nas festas de fim de ano, custa entre R$ 50 e R$ 130. Isso representa, na pior das hipóteses, 10% do salário mínimo brasileiro — ou quase seis vezes menos que a ceia natalina de Luísa.

Leia também: “Um Natal na cozinha, e não nas redes sociais”, artigo de Ana Paula Henkel publicado na Edição 144 da Revista Oeste





Source link

O dia em que Mike Tyson e Snoop Dogg louvaram a Pelé


Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, não é considerado o maior jogador de todos os tempos à toa. O Atleta do Século é assunto até mesmo nos Estados Unidos, que não têm tradição nenhuma no esporte. Os norte-americanos preferem o football, que, apesar do nome, é praticado majoritariamente com as mãos. Eles chamam de soccer o esporte dominado pelos brasileiros.

Mesmo assim, dois expoentes da cultura norte-americana demonstraram conhecer profundamente a história do Rei: Mike Tyson, um dos maiores pugilistas da História, e Snoop Dogg, ícone mundial do rap. Em um podcast, o boxeador e o músico ressaltaram a importância de Pelé.

“Ele era distinto, era fod*”, disse Tyson. “Entende? Ele é como Muhammad Ali [boxeador]. Legal, confiante. Pelé é conhecido em todo o mundo. Fez coisas que ninguém nunca viu antes.”

Dogg concordou: “Quando o filho da put* tem um nome só, você sabe que ele é fod*”. “Era provavelmente mais rápido que todo o mundo. E você sabe que, em 1960, ele provavelmente era o único negro rápido para caralh*. Estava fazendo dribles com a bola. Entende? O QI dele também é enorme. Ele sabia como passar a bola e envolver outros jogadores. Era um jogador de equipe. Podia fazer tudo sozinho, mas envolvia todos os colegas. Gosto de jogadores assim, que tem esse espírito de equipe”, acrescentou.

Segundo a Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol, Pelé marcou 1283 gols em 1363 jogos. Com o Atleta do Século, o Brasil venceu suas primeiras três Copas do Mundo, em 1958, 1962 e 1970. Ele é o maior artilheiro da história da Seleção Brasileira, com 77 gols marcados em 92 jogos.





Source link

muita gente para nenhuma proposta


A equipe de transição de governo divulgou nesta quinta-feira, 22, o relatório final sobre as propostas de Lula para os próximos quatro anos. O documento, com cem páginas, dedica 30% disso apenas para listar os nomes dos signatários. Aproximadamente mil pessoas assinam o texto.

Duas páginas são reservadas à capa, e outras duas ao sumário. O capítulo “Herança perversa”, que descreve pejorativamente o legado deixado pelo governo Bolsonaro, tem 46 páginas. Em cinco páginas, tentam justificar os planos do PT de furar o teto constitucional de gastos. A equipe de Lula utiliza oito páginas para anunciar quais leis e decretos serão abolidos. Ainda dedicam seis páginas para explicar o aumento no número de ministérios (37). E uma única página mostra as razões da existência da equipe de transição.

“A desconstrução institucional, o desmonte do Estado e a desorganização das políticas públicas são fenômenos profundos e generalizados, com impactos em áreas essenciais para a vida das pessoas e para os rumos do país”, escreveram os signatários.

A coluna No Ponto analisa e traz informações diárias sobre os bastidores do poder no Brasil e que podem influenciar nos rumos da política e da economia. Para envio de sugestões de pautas e reportagens, entre em contato com a nossa equipe pelo e-mail [email protected].





Source link

Hipócritas e Eustáquio denunciam Moraes na Corte Interamericana

Os humoristas Paulo Victor Souza e Bismark Fogazza, do Canal Hipócritas, e o jornalista Oswaldo Eustáquio denunciaram o ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), à Corte Interamericana de Direitos Humanos.

Eles acusam o magistrado de violar “os direitos de liberdade de expressão” no país, com “várias prisões temporárias decretadas ilegalmente”. Na ação, Souza, Fogazza e Eustáquio também denunciam a aplicação de “multas desproporcionais” aos brasileiros, sem o devido processo legal.

Em um trecho do documento, os denunciantes alegam que Moraes age para favorecer a si próprio. Eles afirmam que a mulher do magistrado é sócia do ex-deputado Gabriel Chalita, que teria relações estreitas com o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“O ministro age ilegalmente, fora de suas atribuições e limites”, dizem Souza, Fogazza e Eustáquio. “Não pode perseguir o cidadão comum por sua opinião, e não possui competência legal de fazê-lo. Não possui competência nem como presidente do TSE para mandar prender um cidadão inocente.”

Os denunciantes lembram que Moraes pediu a prisão de Eustáquio e determinou diversas restrições nas redes sociais de Fogazza e Souza, “sem nenhum delito cometido por nenhum deles”. Eles reiteram, por fim, que o ministro viola o devido processo legal e comete abusos judiciais.

Source link

A ‘canetada’ de Gilmar Mendes chegou à Argentina


“É uma decisão perigosíssima”, disse o analista político e economista argentino Gustavo Segré, ao comentar a mais recente decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou que os recursos destinados ao Auxílio Brasil sejam excluídos do teto de gastos. Segundo a decisão, a verba para a viabilização do programa social pode ser obtida através da abertura de crédito extraordinário.

“Quando Charles de Montesquieu escreveu o Espírito das Leis e dividiu os Poderes da República em três, o objetivo era que uns controlassem os outros”, observou Segré. “O Executivo executa, o Legislativo legisla e o Judiciário julga. Nunca se viu tantas interferências da Suprema Corte no dia a dia — e nunca com tanta subjetividade, para determinar quais temas são prioritários e para operar a favor de uma ideologia.”

Parlamentares criticam ‘canetada’ de Gilmar

Representantes da Câmara dos Deputados e do Senado também reprovaram a decisão do magistrado. O deputado federal Paulo Eduardo Martins (PL-PR), por exemplo, diz que o Partido dos Trabalhadores (PT) usará a decisão do Supremo como um instrumento político. “Se a gente tem de discutir o Orçamento no Congresso, e o Supremo interfere nesse processo e estabelece seus próprios critérios, significa que o Parlamento é irrelevante”, considerou. “Ao excluir o Bolsa Família do teto de gastos, o ministro deu um instrumento sem limites para o PT. Ele abriu espaço para que os benefícios do programa social sejam concedidos conforme o interesse do Executivo. O PT, trabalhando sem nenhum limite, certamente usará essa decisão como instrumento eleitoral e tentará se perpetuar no poder. O custo disso é a destruição da situação fiscal do país.”

O senador Marcio Bittar (União-AC), por sua vez, acredita que a decisão de Gilmar é “mais um ato que violenta diretamente as prerrogativas do Congresso”. “É uma demonstração de desprezo e de desrespeito ao Parlamento, uma vez que são notórios os esforços empregados por deputados e senadores para viabilizar o pagamento do Auxílio Brasil”, ressaltou, ao lembrar que as duas Casas Legislativas estavam progredindo nas discussões sobre o tema.

O leitor pode ler uma reportagem completa sobre a repercussão da “canetada” de Gilmar ao clicar neste link.





Source link