Luciana Genro (Psol), deputada estadual reeleita pelo Rio Grande do Sul, recusou-se a cantar o hino gaúcho nesta quarta-feira, 1º, durante a cerimônia de posse dos parlamentares eleitos.

Em apoio ao deputado eleito Matheus Gomes (Psol), que declarou que há uma “estrofe racista” no hino riograndense, Luciana disse lutar pela “ressignificação dos símbolos ligados à escravização” no Estado.

“Neste dia histórico para o povo negro gaúcho”, escreveu Gomes, “expressei meu protesto contra a estrofe racista do hino riograndense”. “A nossa conquista, elegendo uma bancada negra, expressa o sentimento de mudança do povo gaúcho”, acrescentou o deputado eleito.

Segundo a dupla psolista, o trecho supostamente racista é este: “Povo que não tem virtude acaba por ser escravo”. Não há, contudo, menção a nenhuma etnia, raça nem cor no hino.

Nas imagens divulgadas nas redes sociais, é possível ver ambos sentados. Eles ignoram o hino riograndense, enquanto o restante do Parlamento está de pé.

No ano passado, Gomes já havia tentado boicotar o hino gaúcho na cerimônia de posse na Câmara de Porto Alegre. Na ocasião, os cinco parlamentares que compunham a bancada negra do Psol permaneceram sentados durante a execução do hino.

“Como bancada negra pela primeira vez na história da Câmara de Vereadores, talvez a maioria dos que já exerceram outros mandatos não estejam acostumados com a nossa presença”, afirmou Gomes, na tribuna. “Não temos obrigação nenhuma de estar cantando o verso que diz que o nosso povo não tem virtude, por isso foi escravizado.”

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