Premiê anunciou nesta quinta-feira, 20, que deixará o cargo; ela foi nomeada primeira-ministra no dia 6 de setembro e desde então enfrenta uma crise de confiança

CARLOS JASSO / AFPlíder da oposição reino unido
Keir Starmer, líder da oposição no Reino Unido

O chefe da oposição trabalhista Keir Starmer exigiu eleições imediatas no Reino Unido após a renúncia de Liz Truss nesta quinta-feira, 20. “Os conservadores não podem responder à sua última confusão simplesmente estalando os dedos e mudando os que estão no topo sem o consentimento do povo britânico. Precisamos de eleições gerais (…) agora”, declarou em um comunicado. A premiê, que entrou para substituir Boris Johnson que estava com o governo abalado por causa de uma série de escândalo, foi nomeada no dia 6 de setembro e deixou a posição após seis semanas. Nesse tempo, dois ministros pediram demissão, e ela enfrentava uma grave crise de desconfiança. Com a renúncia, ela se torna a primeira-ministra que ficou menos tempo no cargo na história do país. Apesar da solicitação do líder da oposição, Truss informou que uma votação para substituí-la acontecerá em até uma semana. Um levantamento feito pela YouGov mostrava que, entre os membros do partido, 55% estimam que ela deveria renunciar, enquanto 38% preferem que continue no cargo. A dois anos das próximas eleições parlamentares, a oposição trabalhista se sobressai frente aos conservadores nas pesquisas. Durante o anúncio de renúncia, Truss informou que tomou essa decisão porque reconheceu que não conseguiria cumprir suas promessas. “Reconheço que, dada a situação, não posso entregar o mandato pelo qual fui eleita pelo Partido Conservador. Portanto, falei com Sua Majestade o Rei para notificá-lo de que estou renunciando ao cargo de líder do Partido Conservador”, afirmou Truss. “Esta manhã encontrei o presidente do Comitê de 1922, Sir Graham Brady. Concordamos que haverá uma eleição de liderança a ser concluída na próxima semana. Isso garantirá que permaneçamos no caminho para entregar nossos planos fiscais e manter a estabilidade econômica e a segurança nacional de nosso país”, continuou a agora ex-premiê britânica.

*Com informações da AFP





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