Recentemente, um grupo internacional de pesquisadores foi à Antártida e retornou com cinco novos meteoritos na bagagem. Entre eles, um exemplar grande, pesando 7,6 kg. Foi um baita achado: a rocha espacial é uma das maiores já encontradas no continente no último século.

Além de grande, a pedra também é rara: dos 45 mil meteoritos antárticos recuperados nos últimos 100 anos, pouco mais de cem (0,22% do total) os têm um tamanho similar.

“O tamanho não importa necessariamente quando se trata de meteoritos, e mesmo pequenos micrometeoritos podem ser incrivelmente valiosos cientificamente”, diz Maria Valdes, pesquisadora do Field Museum nos EUA. “Mas é claro: encontrar um grande meteorito como este é raro e realmente emocionante.”

As cinco rochas vão para a Europa. Elas serão levadas para Instituto Real Belga de Ciências Naturais para serem analisadas. Enquanto isso, porções de sedimentos com o potencial de conter minúsculos micrometeoritos foram divididas entre os pesquisadores para serem estudadas em suas respectivas instituições.

Caça ao tesouro

O time de cientistas planejou a viagem para fugir do inverno antártico, quando a temperatura bate os -60°C. Eles viajaram durante o verão do Hemisfério Sul e pegaram -10°C. Foram dias andando em motos para neve, caminhando por campos de gelo e dormindo em barracas.

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A Antártida é um dos melhores lugares do mundo para caçar meteoritos. É um deserto gelado com clima seco. Ou seja: as rochas não sofrem muita corrosão. Além disso, a paisagem branca da neve faz com que eles se destaquem à vista. 

Fotografia dos pesquisadores, na neve, com o meteorito descoberto.
Os pesquisadores com sua descoberta de 7,6 kg. De capacete branco, Maria Schönbächler; de capacete verde, Maria Valdés; de capacete preto, Ryoga Maeda e de capacete laranja: Vinciane Debaille. Maria Valdes/Divulgação

Estima-se que apenas 15% dos meteoritos caídos na Antártida foram encontrados até o momento. Para ajudar cientistas a achar o resto, um estudo do ano passado usou inteligência artificial e dados de satélite para criar um mapa que prevê onde estão mais de 300 mil rochas espaciais. O grupo de pesquisadores que achou a pedra de quase oito quilos foi o primeiro a usar esse instrumento para caçar meteoritos.

O mapa, que tem 80% de precisão, mostra que ainda restam muitos meteoritos para serem coletados nas áreas de gelo exposto. A boa notícia é que muitos estão relativamente próximos de estações de pesquisa já existentes. Para saber mais sobre ele, leia este texto da Super.

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