Arqueólogos descobriram nesta quarta-feira 12 um grande, raro e bem conservado mosaico de 1,6 mil anos. Com cerca de 120 metros quadrados, o artefato da era romana foi encontrado em um prédio antigo que estava sendo escavado em Rastan, a terceira maior cidade da Síria.

A equipe de especialistas acredita que a descoberta é a mais importante da região desde o início da guerra na Síria. Há mais de uma década, patrimônios estão sendo saqueados e destruídos no país pelo Estado Islâmico. Um exemplo é a cidade de Palmira, repleta de colunas e artefatos romanos com mais de 2 mil anos, soterrada durante o conflito.

Segundo Humam Saad, diretor da Direção-Geral de Antiguidades e Museus da Síria, o mosaico recém-encontrado mostra guerreiras amazonas da mitologia romana. “A cena retratada é rica em detalhes”, afirmou à agência de notícias Associated Press. “Isso inclui as roupas que usavam, suas armas, os cavalos em que estão montando, rostos, máscaras e armaduras.”

Este é o nono mosaico descoberto no local. Empresários libaneses e sírios do Museu de Nabu, na Líbia, compraram a propriedade que remonta ao século 4 e a doaram ao governo sírio.

Outras raridades

Uma equipe de arqueólogos e estudantes da Universidade da Carolina do Norte, nos EUA, descobriu as mais antigas imagens conhecidas das heroínas bíblicas Débora e Jael. Os mosaicos, de quase 1,6 mil anos, foram encontrados em uma sinagoga bizantina na antiga vila judaica de Hukok, na Galileia, região ao norte de Israel. 

As relíquias foram descobertas pela primeira vez em 2012. As escavações, contudo, levaram oito anos para ocorrer e precisaram ser paralisadas por causa da pandemia de covid-19. Com o fim das restrições, os arqueólogos voltaram ao trabalho, que se concentrou no sudoeste da sinagoga, construída no fim do século 4 e 5 d.C.

A equipe do projeto escavou o piso da sinagoga, onde encontrou um grande painel. Um dos mosaicos retrata um episódio do quarto capítulo do Livro dos Juízes, do Antigo Testamento da Bíblia cristã. A imagem mostra a vitória das forças israelitas, lideradas pela profeta Débora, sobre o exército cananeu, liderado pelo general Sísera. De acordo com o texto religioso, depois da batalha, Sísera se refugiou na tenda de uma mulher chamada Jael, que o matou com uma estaca enquanto ele dormia.

“Esta é a primeira representação desse episódio e a primeira vez que vimos uma representação das heroínas bíblicas Débora e Jael na arte judaica antiga”, observou Jodi Magness, professora da Universidade da Carolina do Norte que comandou o projeto.





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