Poucos dias depois de se envolver em uma confusão com um youtuber em relação ao centrão, o presidente da República e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), defendeu no Jornal Nacional (JN) a aliança com o bloco parlamentar como necessária para a governabilidade do país. Segundo ele, não há possibilidade de governar sem o apoio dos partidos.

A declaração foi dada durante sua participação na sabatina. Bolsonaro foi o primeiro dos candidatos à presidência entrevistados ao vivo no jornal.

“Se eu deixar eles de lado, vou governar com quem? Se me estimular a brigar com o centrão, vou virar ditador. Os partidos de centro fazem parte da base do governo para avançarmos em reformas”, afirmou.

Na última quinta-feira, 18, o chefe do Executivo foi provocado pelo youtuber Wilker Leão, na saída do Palácio da Alvorada, em Brasília. O blogueiro costuma ficar na saída do local fazendo vídeos para provocar os apoiadores de Bolsonaro. Além disso, também participa de manifestações do PT, questionando os petistas.

Bolsonaro parou para tirar fotos e fazer lives com seus apoiadores na saída do Palácio. Na sequência, Leão começou a fazer perguntas e provocações ao presidente, sendo empurrado e caindo no chão. Nas imagens do momento, não fica claro quem empurrou o homem. Irritado, o youtuber proferiu xingamentos ao chefe do Executivo como “tchutchuca do Centrão”.

No JN, Bolsonaro defendeu recursos para a covid

Durante a entrevista, que teve duração de 40 minutos, Bolsonaro foi questionado sobre diferentes temas, dentro os quais sua atuação diante da pandemia da Covid-19.

“Compramos mais de 500 milhões de doses de vacina Só não se vacinou quem não quis”, disse.

A entrevista foi conduzida pelos apresentadores William Bonner e Renata Vasconcellos. Coube à jornalista questionar o presidente da República a respeito de suas manifestações durante a pandemia. Ela perguntou sobre críticas que o presidente teria feito em relação ao uso da vacina. Bolsonaro afirmou que usou a expressão “virar jacaré” para quem tomasse a vacina como uma figura de linguagem.

O presidente também defendeu suas ações em relação à abertura dos serviços, e o envio de recursos para os Estados.

“Fizemos a nossa parte. O resultado até a OMS reconhece isso. Fizemos a nossa parte”, disse ele, que complementou:

“Lamento as mortes. Não tem quem não perdeu um  parente ou um amigo”.





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