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Gorbachev foi um advogado e político russo, que ocupou a Secretaria-Geral do Partido Comunista da União Soviética

O ex-líder soviético Mikhail Gorbachev morreu nesta terça-feira, 30, aos 91 anos, e viveu para ver o seu legado ser desmantelado, em relação a guerra na Ucrânia, pelo presidente russo Vladimir Putin. Por meio de sua política moderada, ele foi o responsável pela abertura social, política e econômica da Rússia e, indiretamente, pelo fim da Guerra Fria. Conheça a história e o legado de Mikhail Gorbachev.

Nascido em 2 de março de 1931, na zona rural de Stavropol, Gorbachev foi um advogado e político russo, que ocupou a Secretaria-Geral do Partido Comunista da União Soviética, de 1985 a 1991. Antes disso, ele entrou na Juventude Comunista da cidade, trabalhou como eletricista e, ao acabar a escola, foi estudar Direito em Moscou. Na capital russa, Gorbachev conheceu a esposa Raíssa Titarenko. Após o término da faculdade, Gorbachev voltou para a cidade natal, onde começou a trabalhar na promotoria. Além disso, ele era envolvido com partido comunista local. Desta forma, Gorbachev conquistou o cargo de ministro da Agricultura em 1970 e se tornou membro do Comitê Central. Na década, também presidiu delegações soviéticas em visitas à Bélgica, Alemanha Oriental e Canadá. Contudo, foi em 1984 que ele foi eleito a secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética, o cargo mais alto da União Soviética (URSS).

Na década de 80, os mundos capitalista e comunista viviam em cenários opostos. No entanto, os gastos com armamentos eram bem vistos por ambos os lados. Assim Gorbachev aproveitou a oportunidade para abrir a URSS ao mundo. Na época, as economias tanto dos Estados Unidos quanto da Europa viviam um momento de expansão. Para não ficar para trás, ele iniciou uma política de aproximação externa. Ao mesmo tempo realizava reformas internas. Entre elas a Perestroika e Glasnot, que significam reestruturação e transparência, respectivamente. Entre as principais medidas tomadas para renovar a URSS foram a anistia aos presos políticos; acabar com os Gulags (onde os detentos eram punidos com trabalhos forçados, torturas físicas e psicológicas); fim da censura aos jornais e a artistas; fim do sistema de partido único; e criação de um sistema eleitoral onde os cidadãos votavam. No entanto, em 1991, Gorbachev renuncia ao cargo de secretário-geral da URSS para evitar uma guerra civil. Isso porque sofreu um golpe de estado, liderado por Boris Yeltsin, após críticas tanto pelo lado dos comunistas quanto por aqueles que apoiavam as reformas. Desta forma, ele não tinha apoio para as reformas econômicas. Com isso, a Guerra Fria, uma luta político-militar entre o socialismo e o capitalismo liderada pela União Soviética e Estados Unidos, chegou ao fim.

Pela sua atuação contra armas nucleares, Gorbachev recebeu o prêmio Nobel da Paz em 1990. Dois anos depois, ele criou a Fundação Mikhail Gorbachev e a Cruz Verde Internacional, no ano seguinte. Além disso, ele concorreu à presidência da Rússia. Contudo, ele obteve menos de 1% dos votos. Gorbachev também foi crítico da política do presidente russo Vladirmir Putin. Inclusive, no último mês, o ex-líder soviético viveu para ver seu legado ser desmantelado por Putin. A afirmação é do jornalista russo Alexei Venediktov, que estava em contato direto com Gorbachev. Para Gorbachev, o trabalho de sua vida estava sendo “destruído” pelo atual presidente russo, enquanto o país entra no autoritarismo a na agressão militar, dizendo sobre a guerra na Ucrânia.

 

 





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