Autor revela que foi ameaçado por expor conteúdo delicado sobre a história do quarteto; lançamento traz depoimento de Dedé Santana e muitas revelações

DivulgaçãoDedé Santana com livro sobre trapalhões
Dedé Santana posa com o livro ‘A Noite Americana dos Trapalhões’, de Rafael Spaca e Vitor Lustosa

‘A Noite Americana dos Trapalhões’ é um livro-entrevista de Rafael Spaca, radialista e documentarista, com o roteirista, assistente de direção, produtor e diretor dos filmes da trupe, Vitor Lustosa. A obra recém-lançada reúne informações polêmicas de bastidores e promete dar o que falar, mais uma vez. Em entrevista exclusiva à coluna, o escritor afirmou que sofreu ameaças da esposa de Didi, Lilian Aragão, depois que tentou entrevistar o humorista sobre acusações que já foram publicadas. “Eu só falei uma vez com o Renato Aragão pessoalmente, quando eu fui na casa dele para entrevistá-lo para o meu primeiro livro. Depois disso, nunca mais. Não é a última vez, foi a mulher dele que mandou um e-mail ameaçando por conta do meu documentário sobre o grupo. Então a gente não se fala, eu sei que ele já tem esse livro, que ele está lendo, mas não sei o que está achando”, revela Spaca. 

A primeira obra do historiador a respeito do grupo foi ‘O Cinema dos Trapalhões, por quem fez e por quem viu’ (Editora Laços). Depois, ele ainda lançou “As HQs dos Trapalhões” (Editora Estronho) e desde 2018 está produzindo o aguardado e polêmico documentário ‘Trapalhadas sem Fim’ (Nuuma Productions). “A gente está contando agora, em primeira mão, vários folclores, várias lendas a respeito dos Trapalhões. Eles se separaram porque o Renato ficou milionário e os outros três, não. O salário do Renato na Globo era muito maior do que o dos outros, ele era o dono do circo, o dono da marca, então, como líder do grupo, ele recebia muito mais, inclusive na televisão. Didi ficava com mais de 90% da receita da bilheteria do cinema. Sobre o depoimento do Dedé no livro, posso afirmar que ele leu e gostou. Dedé é um cara que incentiva essa produção cultural em torno dos Trapalhões, essa memória. É um cara que veste a camisa assim porque ele gosta de cultivar a memória do grupo”, fala o autor.

Durante nossa conversa, o radialista ainda fez outra revelação: Dedé Santana não dá entrevistas sobre o conteúdo do livro e sobre as polêmicas dos bastidores do grupo porque existe um acordo entre ele e Renato Aragão. “Existe uma dependência ainda financeira em relação aos dois: Renato Aragão ajuda o Dedé Santana no custeio do plano de saúde. Ele segura o Dedé. A respeito do livro, Dedé fez um ensaio apoiando a obra por conta do Vitor, não por conta do Rafael. Então, tudo o que eu estou envolvido, Dedé não pode estar envolvido”, explica. A obra ainda traz outros temas sensíveis, como um caso extraconjugal de Renato Aragão, a questão da bissexualidade de Zacharias e outras informações com detalhes que, segundo o autor, recheiam as mais de 300 páginas do livro que pretende manter viva a memória de um dos quartetos mais famosos da televisão brasileira. 

O depoimento de Dedé Santana ganhou destaque na publicação, claro. Com suas palavras, ele ressalta a amizade, o respeito e a parceria que tem com o entrevistado. “Eu e o Vitor Lustosa fizemos uma amizade desde o começo, quando nos vimos pela primeira vez. Nunca toparia dividir uma direção de um filme com ninguém, o Renato Aragão quis dividir comigo e eu não aceitei, mas com o Vitor, sim, foi o único. Vitor Lustosa é meu conselheiro, meu amigo um cara muito inteligente. Depois que meu irmão Dino Santana faleceu, Vitor é meu apoio”, escreveu Dedé.

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.





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