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Ao longo dos mais de quatro meses da CPMI do 8 de Janeiro, o presidente Arthur Maia (União-BA) e a relatora Eliziane Gama (PSD-MA) protagonizaram uma série de divergências sobre a condução dos trabalhos e acusações mútuas de blindagens e perseguições a determinado grupo. Com previsão de ser encerrada na próxima semana, a comissão deve ter um desfecho com mais um climão na tribuna.

No entorno de Maia, não há dúvidas de que a senadora vai priorizar os pedidos de indiciamento de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro e de opositores ao governo Lula. “Quem vai fazer o relatório é o Flávio Dino”, afirma um parlamentar próximo ao presidente da comissão. Eliziane Gama é aliada e conterrânea do ministro da Justiça.

Na última semana, a relatora recebeu uma série de sugestões para serem incorporadas ao parecer. Uma dessas listas, a que VEJA teve acesso, pede o indiciamento de figuras como Frederick Wassef, advogado do ex-presidente, e Valdemar Costa Neto, presidente do PL. O relatório, porém, só será conhecido na próxima terça-feira, 17, e a senadora promete um parecer isento.

Na dúvida, Maia já separou uma hora da comissão para que a oposição, em minoria no colegiado, apresente um relatório “paralelo” e contrário ao da relatoria. A chance de ele ser aprovado é zero, mas o palco para o barulho está garantido.

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