Com Peter Gabriel na plateia e um carcomido Phil Collins nos vocais, o Genesis se despediu melancolicamente dos palcos

Quando Peter Gabriel deixou o Genesis, em 1975, os fãs temeram pelo fim da banda, especialmente após a decisão do grupo de promover a cantor o baterista Phil Collins. Surpreendentemente, Collins se mostrou a escolha perfeita e nos anos seguintes o grupo experimentou um sucesso de proporções globais, com lançamentos de álbuns emblemáticos do rock progressivo britânico, como Abacab (1981), Invisble Touch (1986) e o campeão de vendas We Can’t Dance (1991).

Ao se projetar como um artista solo, Collins se mostrava maior do que seu próprio grupo, tal como aconteceu com o próprio Peter Gabriel. Sua saída da banda, em 1996, coincidiu também com um certo cansaço por parte do público em relação ao rock progressivo e desde então, a banda vinha intercalando intermináveis revivals e turnês de despedidas que soavam mais como caça-niqueis do que como qualquer outra coisa.

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Pois, eis que no último domingo, 27, finalmente o Genesis chegou ao fim – e de uma maneira triste e melancólica. Com Peter Gabriel na plateia e um carcomido Phil Collins cantando sentado em uma cadeira de rodinhas (dessas de escritório), já que não consegue mais se manter em pé, quiçá segurar um par de baquetas, por causa de um grave problema de saúde que tem na coluna. Em seu lugar na bateria, tocou o filho Nic Collins.

Os problemas de saúde de Collins foram se sucedendo ao longo dos anos. Em 2015, ele passou por uma cirurgia nas costas que o deixou com danos nos nervos. Em 2017, seu estado piorou após uma queda, o obrigando a usar bengalas para se locomover.

O show, realizado na O2 Arena, em Londres, certamente foi planejado para causar emoção na plateia, mas o que se viu foi uma banda que não soube parar quando deveria. Por mais que exista interesse dos fãs de assistir à banda reunida novamente, chega um momento em que não dá mais. E no caso do Genesis, esse momento já tinha passada há muitos anos. O próprio Collins já havia feito piada com isso no ano passado, quando disse em uma entrevista que eles não eram os Rolling Stones.

No palco, a despeito do visual alquebrado, Collins, aos 71 anos, se mostrou bem-humorado. “Hoje é uma noite muito especial, é a última parada da nossa turnê. Este é o último show do Gênesis”, disse. No setlist, entrando clássicos como Mama, Land of Confusion, Home By The Sea e Domino. Um triste fim para uma das maiores bandas de rock da história.

Matéria pra cortar coração. A banda favorita deste editor que tantas vezes curtiu ela no seu mais bravo vigor. Os anos passam!

Da redação com matéria de Veja

By Marcelo Negreiros

Jornalista militando na profissão desde 1985, trabalhando nas TVs Paraíba e Cabo Branco, afiliadas Rede Globo na Paraíba, durante 15 anos. Diplomado em 2001 pelas Faculdades Integradas de Patos.

2 thoughts on “O triste fim de uma das maiores bandas de rock da história”
  1. Covardia. 7:34h da manhã eu ter que ler uma reportagem dessas. Você ficou maluco, fazendo me emocionar em pleno expediente de trabalho.

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