Lista inclui dois representantes brasileiros, Leonardo Ulrich Steiner, arcebispo de Manaus, e Paulo Cezar Costa, arcebispo de Brasília

FILIPPO MONTEFORTE / AFPpapa francisco
Papa Francisco projeta renuncia e diz que troca de pontifique não ‘seria uma catástrofe’

Devido aos problemas de saúde que enfrenta, o Papa Francisco não descarta a possibilidade de renunciar ao cargo e já prepara sua sucessão com a posse no sábado de 20 novos cardeais, 16 deles com direito a voto no conclave para a eleição de seu sucessor. “Mudar de papa não seria uma catástrofe”, declarou, antes de explicar que não pensou “nesta possibilidade, mas isto não quer dizer que depois de amanhã não vou pensar”, e acrescentou informando que “a porta está aberta”. O pontifique convocou todos os cardeais do mundo para uma reunião inédita de dois dias, que acontecerá após a “criação”, o termo religioso, dos 20 novos “príncipes da Igreja”. A relação inclui nomes do Brasil, Paraguai, Índia, Singapura, Mongólia e Timor Leste. Na lista de 16 cardeais com menos de 80 anos e, portanto, direito a voto em caso de conclave pela renúncia ou morte do papa, estão três latino-americanos: dois brasileiros – Leonardo Ulrich Steiner, arcebispo de Manaus, e Paulo Cezar Costa, arcebispo de Brasília – e um paraguaio – Adalberto Martínez Flores, arcebispo de Assunção. Dedicada à reforma da Constituição Pontifícia, aprovada em março e em vigor desde 5 de junho, a convocação de quase 300 cardeais é uma espécie de pré-conclave, durante o qual será feito um balanço da situação da Igreja após quase 10 anos de liderança do papa latino-americano.

A reunião provocou muitas especulações, em particular sobre o estado de saúde do papa, que passou por uma cirurgia no cólon em 2021 e sofre com dores no joelho direito que o impedem de caminhar e o obrigam a usar uma cadeira de rodas. Com a posse dos novos cardeais, Francisco inclui na lista de possíveis sucessores religiosos procedentes das periferias do mundo, certamente mais abertos, menos acostumados às intrigas da Cúria Romana. De acordo com o rito, os futuros cardeais se ajoelharão diante do papa para receber o barrete vermelho cardinalício, uma cor que lembra o sangue que Cristo derramou na cruz. Após a cerimônia acontecerá a tradicional “visita de cortesia” ao Vaticano, que permite a aproximação dos moradores de Roma para saudar pessoalmente os novos cardeais. A cerimônia de posse dos novos cardeais acontecerá no sábado a partir das 16h (11h de Brasília) durante uma cerimônia solene na basílica de São Pedro no Vaticano.

*Com informações da AFP





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