A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou, nesta quarta-feira, 25, ao Supremo Tribunal Federal (STF), mais cinco manifestantes envolvidos nos atos de vandalismo de 8 janeiro. Até agora, houve 103 acusações contra os participantes do protesto, que culminou na invasão do STF, do Palácio do Planalto e da Câmara dos Deputados.

Os denunciados vão responder pelos crimes de tentativa de abolição, com grave ameaça ou violência, do Estado Democrático de Direito; golpe de Estado; dano qualificado pela violência e grave ameaça, com emprego de substância inflamável, contra o patrimônio da União e com considerável prejuízo para a vítima; e associação criminosa armada e deterioração de patrimônio tombado.

O Ministério Público Federal (MPF) coordena outras frentes de investigação e apuração, com o objetivo de identificar instigadores, autores intelectuais, autoridades envolvidas e financiadores das manifestações.

Nas denúncias, a PGR pede que o STF determine algumas medidas cautelares para manter a segurança das investigações. Segundo o MPF, há risco de que novas manifestações contrárias ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva ocorram nos próximos dias, considerando o registro de novas convocações e mobilizações nacionais.

Os cinco denunciados desta quarta-feira teriam quebrado vidros, móveis, lixeiras, computadores, totens informativos, obras de arte, pórticos, câmeras de circuito fechado de TV, equipamentos de segurança e veículos.

“Acessaram e depredaram espaços da chapelaria, do Salão Negro, das cúpulas, do museu, móveis históricos e queimaram o tapete do Salão Verde da Câmara dos Deputados, empregando substância inflamável”, alegou o MPF. “Para ter uma ideia, apenas os prejuízos materiais registrados no Palácio do Planalto, na Câmara e no Senado chegam a R$ 13,6 milhões. No caso do STF, os danos ainda não foram totalmente contabilizados.”

Entre as medidas cautelares solicitadas estão o bloqueio de bens e preservação de dados digitais e postagens.





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