Em artigo publicado na Edição 139 da Revista Oeste, Theodore Dalrymple afirma que os políticos da atualidade perderam a noção de honra sendo observados 24 horas por dia, sete dias por semana.

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“’A mudança de governantes é a alegria dos tolos’”, diz um antigo ditado popular romeno; e, sem dúvida, os últimos eventos no Reino Unido deram a esses tolos muito para celebrar. Tivemos três primeiros-ministros na mesma quantidade de meses e, apesar de todos serem diferentes entre eles, porque todos os seres humanos são diferentes, não existe nenhuma certeza de que nenhum deles seja melhor que os demais. É como se pertencer à classe política fosse em si uma prova de mediocridade aliada à ambição, uma combinação bastante infeliz de características.

Sempre foi assim? Talvez eu esteja romantizando o passado, mas me parece que, pelo menos na Inglaterra, a classe política, se é que ela existia de forma nítida e claramente distinguível em relação ao restante da população como é hoje, tinha uma qualidade superior à atual. Em geral, ela tinha enfrentado alguma dificuldade pessoal, ainda que tivesse sido apenas na Segunda Guerra Mundial, e a dificuldade (que eu mesmo nunca vivenciei para além do tipo causado por mim mesmo) é a escola do caráter.

Charles de Gaulle, enfrentando François Mitterrand em uma eleição na França, foi informado por seus conselheiros de alguns dos muitos defeitos morais de seu oponente, mas se recusou a fazer uso dessas informações — que, de todo jeito, não eram novidade para ele — porque, para De Gaulle, o outro candidato podia ser eleito, e o país precisava que seu presidente mantivesse algum tipo de autoridade moral, ainda que na verdade Mitterrand fosse um canalha desprovido de princípios. É difícil imaginar algum político atual na mesma situação colocar os interesses do seu país acima de sua própria sede de poder.”

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Revista Oeste

A Edição 139 da Revista Oeste vai além do texto de Theodore Dalrymple. A publicação digital conta com reportagens especiais e artigos de J.R. Guzzo, Augusto Nunes, Guilherme Fiuza, Ana Paula Henkel, Flávio Gordon, Alan Ghani, Ubiratan Jorge Iorio, Artur Piva e Guilherme Lopes, Cristyan Costa, Dagomir Marquezi, Brendan O’Neill, Bruno Meyer e Cleitinho Azevedo.

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