O presidente da Argentina, Alberto Fernández, disse que a inflação de seu país, em quase 100%, “está em nossa cabeça”. “É preciso erradicar a lógica inflacionária na Argentina”, defendeu o peronista, durante uma entrevista a jornalistas do Canal Livre e da BandNews, que foi ao ar no domingo 22.

Ao ser interpelado sobre como fazer isso, Fernández explica que “grande parte da nossa inflação é o que os economistas chamam de ‘autoconstruída’, que está em nossa cabeça”. Adiante, o peronista afirma: “Vemos no jornal que o preço do combustível vai subir e tudo começa a subir”.

Inflação na Argentina

Depois de avançar pelo décimo primeiro mês consecutivo, o aumento dos preços na Argentina ficou em quase 95%, em dezembro de 2022. Trata-se da inflação mais alta dos hermanos, desde outubro de 1991, quando a taxa anual ficou em pouco mais de 100%.

Em dezembro, a taxa mensal foi de 5,1%, com aumento de 2,4 pontos porcentuais em relação ao mês anterior, que se encerrou em 92,4% ao total. Em novembro, o registro do mês foi de 4,9%. Com isso, a tendência de queda foi interrompida desde o pico de 7,4%, em julho.

De acordo com o “IBGE” portenho, os setores que puxaram o aumento de preços no mês foram os de restaurantes e hotéis (7,2%) e os de bebidas alcoólicas e tabaco (7,1%). Já os que apresentaram as menores altas foram os de comunicação (3,4%) e educação (3,9%).

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