A artista e professora de física Natalie Gosnell, da Colorado College, nos Estados Unidos, disse ao jornal estudantil local que a astrofísica está imersa no “racismo sistêmico” e na “supremacia branca”.

Segundo reportagem publicada no site do Colorado College, Natalie “vê essa divisão enraizada no racismo sistêmico e no sexismo, o que limita a própria física e as pessoas que se sentiriam bem-vindas em praticá-la”.

“Como astrofísica, sou produto de instituições impregnadas de racismo sistêmico e supremacia branca”, disse a professora. “Os princípios da supremacia branca aparecem na física, como o individualismo, o excepcionalismo e o perfeccionismo… É um ou outro pensamento, e não há sutileza, não há área cinzenta.”

A perspectiva de Natalie é manifestada por meio de suas obras. De acordo com o jornal do Colorado College, em sua última produção, “The Gift”, a artista conta a história de uma estrela moribunda que, pouco antes de morrer, transferiu sua massa para uma outra estrela em órbita.

Segundo Natalie, o fenômeno da estrela moribunda tem sido tipicamente visto através de uma “lente hiper-masculina”, visto que a receptora foi apelidada de “estrela vampira” ou “estrela canibal”, e que eles são vistos como os “meninos maus” do universo.

“Em razão de a ciência e a arte serem tão separadas, há questões sistêmicas na ciência: as metáforas que são frequentemente escolhidas são muito violentas e hiper-masculinas “, disse a professora.

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