No primeiro debate do segundo turno das eleições, promovido neste domingo, 16, na TV Bandeirantes, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que “o verdadeiro homem do agronegócio” não invade terras. Sem mencionar o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o petista salientou que os responsáveis por essas práticas são criminosos.

Lula disse que, durante seu governo, o Brasil registrou os melhores índices de desmatamento na Amazônia. “O seu governo é o maior em todos os anos”, afirmou, referindo-se ao presidente Jair Bolsonaro (PL). “Vocês estão brincando de desmatar. O Brasil era elogiado, porque era o país que menos desmatava. Nenhum governo fez o que a gente fez.”

Reportagem publicada na Edição 130 da Revista Oeste mostra que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) é o recordista de desmatamento na Amazônia. Durante os oito anos de governo tucano, entre 1995 e 2002, 153 mil quilômetros quadrados foram desmatados no país. Essa área é equivalente aos territórios de Suíça, Bélgica, Holanda e Moldávia — somados. Na vice-liderança aparece Lula: 125 mil quilômetros quadrados, de 2003 a 2010. Se tiver a oportunidade de concluir dois mandatos e permanecer com a média anual de hoje, Bolsonaro acabará com a medalha de bronze: 90,7 mil quilômetros quadrados.

Nos primeiros 36 meses do atual governo, a média mensal de desmatamento na Amazônia brasileira registrou a marca de 945 quilômetros quadrados. Esse número é inferior ao verificado nas gestões de Lula (média mensal de 1,3 mil) e FHC (1,6 mil). Dilma Rousseff, que sofreu impeachment e não concluiu o segundo mandato, e Michel Temer, sucessor da petista, apresentam resultados melhores: 444 e 610 quilômetros quadrados, respectivamente.





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