O discurso do presidente Xi Jinping na abertura do 20o Congresso do Partido Comunista Chinês (PCC) durou 104 minutos. Xi afirmou que o “problema de Taiwan” é uma questão que deverá ser decidida “pelo povo chinês”, garantiu que vai fazer o “máximo esforço” para que a anexação do país vizinho seja pacífica mas deixou claro que não “vai desistir da opção do uso da força”. Segundo o jornal britânico The Times, foi aplaudido pelos 2.340 delegados do partido. O congresso vai durar uma semana.

O presidente Xi declarou também que não vai mudar sua política de “covid zero”, afirmando que essa política “protegeu ao máximo as vidas e a saúde da população”. Não citou, claro, o estrago que essa política de confinamento forçado está fazendo na economia nem a revolta que está provocando na população.

Segundo declaração do analista de risco político Dan Macklin ouvida pelo Times, Xi celebrou os dez anos em que o país vive sob seu domínio, em dois mandatos seguidos. “O relatório procurou reforçar a imagem de Xi como o salvador de um partido que estava em crise e que agora é a única pessoa capaz de liderá-lo daqui para frente”.

Xi Jinping prometeu acelerar o desenvolvimento das forças armadas chinesas e reafirmou o princípio “um país, dois sistemas” com relação aos enclaves de Hong Kong e Macau. Não prometeu urgência para a tomada de Taiwan. O governo da ilha respondeu que “a opinião pública dominante em Taiwan expressa claramente que rejeitamos firmemente ‘um país, dois sistemas’”.

 

 





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