O jornalista, radialista, historiador e escritor Damião Lucena está em João Pessoa, recebendo os primeiros exemplares do seu livro “Patos de Todos os Tempos”, a ser lançado nos próximos dias. Reunido com o empresário Luiz Martinho Moreira Franco Filho, representante da Gráfica JB, responsável pela impressão, o autor revisou a aprovou o trabalho relacionado a segunda edição, que trará, em dois volumes, acondicionados em um box, com 1.064 páginas, a história completa do município de Patos, desde o século XIV até os dias atuais, com riqueza de detalhes em todos os seus segmentos, além de cerca de 1.600 ilustrações.
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O livro “Patos de Todos os Tempos”, segunda edição revisada e ampliada, é resultado de um trabalho de pesquisa realizado ao longo de quarenta anos, e foi premiado no Edital Parra, do Governo Estadual, através da Lei Aldir Blanc, do Governo Federal, único trabalho contemplado, em sua modalidade, na área que compreende a região de Patos, composta por 17 municípios. Em João Pessoa, a comercialização dos exemplares, que alcançará a Colônia dos patoenses, já começa a ser feita na próxima semana e, em Patos, com a chegada do autor, será definida a data de abertura da Garagem Cultural, na rua Deodoro da Fonseca, outro ponto histórico da Capital do Sertão da Paraíba, também de sua iniciativa, espaço onde será feita toda a comercialização da publicação.
A Garagem Cultural, iniciada há três anos e que será inaugurada em sua primeira fase, também é um espaço de divulgação dos valores culturais atuais, com trabalhos de vários ativistas locais, lembranças (souvenir), relacionados a “Morada do Sol”, palco de atividades culturais, encontro de produtores, etc. 
Em nível local, o trabalho não contou com o apoio de qualquer poder constituído, recebendo alguma ajuda de entidades e empresas, em pouca monta. “Para nós, o importante é ter realizado e disponibilizado uma pesquisa que ecoará em todos os tempos. Nada foi condicionado até porque ninguém foi discriminado, com amplitude de cobertura aos acontecimentos da história”, destacou o autor, acrescentando que cada um arque com sua omissão. “Vivemos em um município onde a política só enxerga a cultura como cabide de emprego, motivo pelo qual, de vez em quando, somos obrigados a registrar fatos reprováveis nos próprios anais da história, como exemplo a não ser seguido. Contudo, o importante é saber que somente o que é sério, honesto, coerente e justo prevalecerá”, finalizou o autor.

Por Damião Lucena 

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