O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta segunda-feira, 23, que escolheu o general Tomás Ribeiro Miguel Paiva para comandar o Exército porque o militar “pensa exatamente tudo” igual ao petista.

“Tive uma boa conversa com o comandante, e ele pensa exatamente tudo o que tenho falado sobre a questão das Forças Armadas”, disse Lula. “As Forças Armadas não servem a um político. Ela não existe para servir a um político. Ela existe para garantir a soberania do nosso país, sobretudo contra possíveis inimigos externos, e para garantir a tranquilidade do povo brasileiro.”

O presidente ressaltou que as Forças Armadas têm papel definido na Constituição — o de garantir a soberania. “Penso que todas as carreiras de Estado não podem se meter na política durante o exercício da função”, disse. “Porque essa gente tem estabilidade, essa gente não pertence a nenhum governo, essa gente pertence ao Estado brasileiro. Portanto, eles precisam aprender democraticamente.”

Lula culpou o ex-presidente Jair Bolsonaro pela politização das Forças Armadas. “Bolsonaro conseguiu a maioria em todas as forças militares: a polícia dos Estados, a Polícia Rodoviária, uma parte da Polícia Militar e uma parte das Forças Armadas”, observou. “Agora, temos um papel de muita responsabilidade, que é fazer com que o país volte à normalidade.”

Ao comentar a demissão do general Júlio César de Arruda, ex-comandante do Exército, o presidente disse que “não foi possível dar certo” a relação entre eles.

Sem clima

Em entrevista ao jornal O Globo, no domingo 22, o ministro da Defesa, José Múcio, disse que “não havia envolvimento absoluto” do general Júlio César de Arruda com o governo Lula. Por isso, “não tinha mais clima” para mantê-lo no cargo.

“Tentei reconstruir essa relação, porque vim para pacificar a relação do governo com as Forças Armadas”, observou Múcio. “Senti que não havia clima. Fazíamos reuniões, mas não tinha mais clima.”

Conforme noticiou Oeste, Múcio disse que os protestos em frente aos quartéis do Exército contribuíram para a saída de Arruda. “Por mais que nos esforçássemos, aquela não era uma situação resolvida”, afirmou.





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