Há três semanas no cargo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva realiza nesta sexta-feira, 20, sua primeira reunião com os militares das Forças Armadas no Palácio do Planalto. O principal objetivo da agenda é estabelecer uma pacificação na relação entre o presidente e os militares.

Além do ministro da Defesa, José Múcio Monteiro Filho, o encontro vai contar com a presença dos comandantes general Júlio Cesar de Arruda (Exército), almirante Marcos Sampaio Olsen (Marinha), brigadeiro Marcelo Kanitz Damasceno (Aeronáutica) e o almirante Renato Rodrigues de Aguiar Freire, representante do Estado-Maior das Forças Armadas. Na agenda também consta a participação do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Josué Gomes, para discutir sobre a modernização dos equipamentos utilizados pelas Forças Armadas.

A reunião acontece em meio as declarações do atual chefe do Executivo sobre a atuação das Forças Armadas. Na semana passada, Lula disse ao jornal Estado de S. Paulo que “perdeu a confiança em parcela dos militares”.

“Quando eu recuperar a confiança, eu volto à normalidade”, comentou Lula, ao ser interpelado pelo Estadão se se sentia “ameaçado” pelos militares. As declarações reforçaram a insatisfação e a rejeição ao presidente nas cúpulas do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. A interpretação em alas do meio militar é que Lula escalou a tensão.

Na quarta-feira 18, em entrevista à GloboNews, Lula mandou um recado para os militares. “Quem quiser fazer política, que tire a farda, renuncie a seu cargo, crie um partido e vá fazer política”, disse. O petista ainda comentou que o Brasil precisa de “Forças Armadas preparadas e fortalecidas”. Na sequência, lembrou que os militares têm de “seguir a Constituição”. “Precisam cuidar da defesa do povo brasileiro contra qualquer possível ataque externo”, observou. “Ou seja, nós estamos tranquilos.”





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