Em meio à crise energética e à inflação crescente em toda a União Europeia, o presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou nesta quarta-feira, 24, que a nova era, do “fim da abundância”, poderá exigir sacrifícios dos franceses. Sem especificar que tipo de exigências poderão ser impostas, Macron citou como causas do novo cenário as “mudanças climáticas” e a ofensiva russa na Ucrânia.

“O que vivemos é um grande ponto de inflexão”, afirmou o chefe de Estado em reunião do Conselho de Ministros. A situação dos países europeus é preocupante porque não a Rússia, de quem a União Europeia é extremamente dependente, diminuiu o fornecimento de energia e não há combustível suficiente para o inverno. Além disso, as temperaturas excepcionalmente altas neste verão não permitiram economizar. Soma-se a isso o longo período de bloqueios impostos em toda a Europa como medida de contenção da pandemia de covid-19.

Macron tem falado em um outono e inverno “duros” devido ao fim do fornecimento de gás russo e os pediu aos franceses, dias atrás, para aceitar “unidos pagar o preço” da “liberdade” e dos “valores”, em referência direta à Rússia. “Nosso sistema baseado na liberdade em que nos acostumamos a viver, às vezes, quando temos que defendê-lo, pode significar fazer sacrifícios”, afirmou o presidente nesta quarta-feira.

Para Macron, o momento atual “pode parecer estruturado por uma série de graves crises” e portanto poderia ser “o fim da abundância e da despreocupação”. Reeleito em abril, o presidente francês tem como desafios conter a crise energética, cumprir promessas de mudança de matriz energética, abandonando combustíveis fósseis, retomar a reforma trabalhista, em um momento em que não conta com maioria absoluta no Parlamento.





Source link

Comente a matéria: