O mundo está em constante evolução. Essa frase pode parecer clichê, mas não passa de uma verdade absoluta. A revolução da terra em torno do sol, a mudança dos astros e tudo o que ocorre dentro do planeta ao passar dos anos comprova a tese de que nada é permanente e está tudo em constante movimento, em permanente processo de mudança. O mundo já viu o império romano ser absoluto, a península ibérica dominar os mares, a Inglaterra controlar o comércio mundial e os Estados Unidos influenciarem o planeta. No futebol, um fenômeno recente, vimos a criação do jogo pelos ingleses, o domínio brasileiro, a força do Campeonato Italiano e consolidação do jogo profissional do ponto de vista econômico. Tudo isso em cerca de 150 anos. A Fifa, sempre na sua estratégia de fomentar o esporte pelo globo terrestre, já demonstrou que o futebol na Europa tem pouco a crescer, que talvez tenha atingido o topo quando o assunto é capacidade de gerar receitas. A entidade também acredita que a América do Sul tenha campo para crescimento, mas o futebol já é uma realidade no continente sul-americano e a margem para crescimento existe, no entanto, diminui progressivamente com a profissionalização e injeção de capital nas principais economias da região. O fato é que a nova ordem mundial futebolística reside em uma região apaixonada pelo jogo, o oriente médio.

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As forças econômicas da região como Catar, Emirados Árabes e Arábia Saudita, de início, demostraram seus interesses pelo jogo quando adquiriram clubes europeus do porte de Manchester City, PSG e Newcastle. Esse movimento mostrou ao mundo não apenas o poderio financeiro desses país, como também a vontade de fazer a diferença no mais alto nível do futebol mundial. Junto com essas aquisições vieram as contratações históricas e as performances que acompanharam. Os três clubes estarão entre as maiores forças do futebol por muitos anos por vir. Mas o apetite do oriente médio não parou por aí.

Em 2022 pudemos assistir à primeira Copa do Mundo Fifa em um país da região. O Catar fez do torneio um espetáculo de luxo e organização. Uma pesquisa pela empresa de mídia britânica BBC cravou a Copa do Catar, que teve a melhor média de público na história das Copas, como a melhor do século. E não para por aí. O boato mais recente é que o país quer comprar um clube inglês e vê o Liverpool como principal candidato.

A Arábia Saudita é um caso a parte. O maior, em extensão territorial, entre os três países é o mais novo player nessa disputa e promete não medir esforços para mostrar ao mundo sua paixão pelo jogo. Em 2021, adquiriu o Newcastle em uma das maiores transações deste tipo na história do futebol mundial, acima de dois bilhões de reais. Não obstante, acaba de levar Cristiano Ronaldo com o maior salário do mundo para sua principal Liga. Em breve será anunciado como sede da Copa Asiática de Seleções, a “Copa América” do continente, e rumores apontam que pretendem concorrer para sediar a Copa do Mundo de 2030 juntamente com Egito e Grécia. Seria a primeira a ser realizada em três continentes distintos. Os sauditas não estão pra brincadeira!

Essa é a nova ordem mundial no futebol. Ainda iremos ouvir falar muito das conquistas futebolísticas dessa região fascinante do mundo que elegeu o esporte que tanto amamos como grande catalisador para uma grande transformação. Que o planeta continue nessa constante evolução e que o futebol possa crescer ainda mais com essas novas lideranças para que jamais deixe de nos encantar.

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