Fotos de maior resolução da Lua já tiradas da Terra foram capturadas por pesquisadores do Green Bank Observatory (GBO) e do National Radio Astronomy Observatory (NRAO), nos Estados Unidos. Para conseguir tal façanha, os especialistas utilizaram um radar menos poderoso que um forno de micro-ondas. As imagens foram apresentadas na 241ª reunião da Sociedade Astronômica Americana (AAS), em 10 de janeiro.

De acordo com Patrick Taylor, chefe da divisão de radar do GBO e do National Radio Astronomy Observatory (NRAO), os pesquisadores utilizaram o Green Bank Telescope (GBT), considerado o maior radiotelescópio orientável do mundo. O aparelho tem 100 metros de diâmetro.

Imagens da Cratera Tycho, produzida com resolução de 5 metros | Foto: Montagem/Oeste/Raytheon Technologies
Imagens da Cratera Tycho | Foto: Montagem/Revista Oeste/Raytheon Technologies

Como o radar foi usado para produzir as fotos da Lua

Para a captura das imagens, os pesquisadores emitiram um feixe de ondas de rádio a partir do GBT. O objetivo era iluminar a Lua. Quatro radiotelescópios de 25 metros de largura capturaram o eco das ondas de rádio.

A transmissão foi de apenas 700 watts de potência, menor do que a de um micro-ondas doméstico e “comparável a um eletrodoméstico ou a um monte de lâmpadas”. Mesmo assim, foi capaz de registrar o local de pouso do Apollo 15.

Segundo Taylor, os pesquisadores também usaram o equipamento para capturar dados de um asteroide com cerca de 1 quilômetro de diâmetro. O instrumento pôde captar seu tamanho, velocidade, rotação e composição, além de mostrar como a luz se espalha de sua superfície. “Tudo isso com algo menos poderoso que um micro-ondas”, disse Taylor.

Leia mais: “Um drinque na Lua”, reportagem de Dagomir Marquezi publicada na Edição 33 da Revista Oeste





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