Artur Piva

Investimentos em ‘startups’ do agronegócio do Brasil estão entre os maiores do mundo

As startups do agronegócio do Brasil receberam cerca de US$ 1,3 bilhão em 2021 em investimentos. O valor coloca o país empatado com o Reino Unido, na quinta e na sexta posições, entre os mercados que mais receberam recursos para o setor, no ranking feito pela AgFunder, empresa global de capital de risco especializada na área.

À frente dos dois países, apenas Alemanha (US$ 3 bilhões), Índia (US$ 4 bilhões), China (US$ 7,3 bilhões) e Estados Unidos (US$ 21 bilhões).

De acordo com a AgFunder, no ano passado, os investidores de capital de risco injetaram aproximadamente US$ 52 bilhões em tecnologias agroalimentares em 2021 em todo o planeta. Ou seja: o Brasil atraiu cerca de 2,5% de todo o investimento global nesse segmento no ano passado.

Conforme o levantamento mais recente realizado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), já existem 1,7 mil startups do agronegócio no Brasil. O resultado aparece no Radar AgTech, que mapeia as companhias inovadoras no setor em todo o país.

Em 2018, pouco mais de R$ 500 milhões foram investidos em agtechs no país, segundo a Embrapa. A soma para 2022 já se aproxima de R$ 2 bilhões. Desse modo, o valor quase dobrou nesse intervalo.

São Paulo é o Estado com mais startups do agronegócio no Brasil: próximo de 800. Em todo o território nacional, apenas Alagoas ainda não tem empresas desse tipo.

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Cresce o número de ‘startups’ do agronegócio brasileiro


Ao todo, existem 1,7 mil startups focadas no agronegócio brasileiro. O número aparece no mais recente relatório Radar Agtech da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), publicado na quarta-feira 23.

O levantamento deste ano mostrou que o número de agtechs, nome dado às satrtups focadas no agronegócio, cresceu 8% no Brasil. Na pesquisa anterior, publicada no ano passado, a Embrapa havia mapeado pouco menos 1,6 mil dessas empresas no país.

De acordo com o Radar Agetch, São Paulo é o Estado com o maior número dela: quase 800. A pesquisa mostra ainda que apenas Alagoas não possui nenhuma empresa inovadora dedicada ao agro.

Atividades das startups do agronegócio brasileiro

Para efeitos de classificação, as agtechs aparecem divididas em três tipos: antes, dentro e depois da fazenda. A maior parte delas, quase 760, foca nas soluções após a produção no campo.

São 13 áreas relacionadas para os problemas depois da fazenda. O mix, problemas que envolvem segmentos como logística, controle e rastreabilidade, energia renovável e até mesmo plantio urbano.

Na segunda posição, cerca de 700 agtechs que atuam dentro da fazenda, também dividia em 13 segmentações. Elas abrangem itens como gestão de estoque, integração de dados, internet das coisas, automação no campo, controle biológico, gestão de resíduos, etc.

A menor segmentação, dedicada às atividades que antecedem a produção do campo, possui pouco mais de 240 startups dedicadas ao agronegócio do Brasil. Classificadas em sete divisões, os serviços prestados envolvem o mercado de crédito financeiro e de carbono, seguros, análises de laboratório, nutrição animal, genética, entre outros.

 





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Índia manda foguete do setor privado ao espaço

O Vikram-S se tornou o primeiro foguete fabricado pelo setor privado da Índia a decolar para o espaço. A startup Skyroot Aerospace realizou o lançamento, nesta sexta-feira, 18.

A empresa foi criada em 2018, na Índia. De acordo com site da companhia, a missão da startup é “abrir o espaço para todos”.

Até o lançamento de hoje, a única empresa da Índia a enviar foguetes para o espaço era a estatal Organização de Pesquisa Espacial Indiana. A empreitada da Skyroot Aerospace, entretanto, contou com o apoio da empresa governamental. Pesando por volta de 600 quilos, o modelo Vikram-S decolou do Porto de Sriharikota, na costa sudeste do país, e chegou a quase 90 quilômetros de altitude.

Narendra Modi, primeiro-ministro indiano, celebrou o feito por meio de uma mensagem no Twitter. “Um momento histórico para a Índia, quando o foguete Vikram-S, desenvolvido pela Skyroot Aerospace, decolou hoje de Sriharikota”, escreveu. “É um marco importante na jornada da indústria espacial privada da Índia.”

O político também saudou os jovens do país pela decolagem. “Essa conquista atesta o imenso talento de nossa juventude, que aproveitou ao máximo as reformas históricas do setor espacial.”

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IBGE estima maior safra de grãos da história

O  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima que os agricultores do país colham 288 milhões de toneladas de grãos em 2023. Caso a projeção se confirme, será a maior safra da história do Brasil.

A estimativa aparece no primeiro Levantamento Sistemático da Produção Agrícola para a colheita de 2023. O histórico do IBGE tem início em 1975. Os dados sobre a previsão da maior safra da história foram divulgados na quarta-feira 9.

De acordo com o instituto, a produção prevista para o próximo ano representa um crescimento de 25 milhões de toneladas sobre 2022. Desse modo, o aumento ficará próximo de 10%.

Entre os fatores para o bom resultado, o crescimento de quase 20% da safra de soja, carro-chefe do agronegócio brasileiro. Pela estimativa, os agricultores do país produzirão cerca de 140 milhões de toneladas desse grão em 2023.

Conforme as informações do IBGE, o grande impulso para a maior safra de grãos da história vem de ganhos de eficiência. A área plantada no Brasil ficou praticamente estável: cerca de 51 milhões de hectares.

Ao mesmo tempo, a produtividade teve o incremento médio de 15%. Segundo a estimativa oficial, a colheita por hectare deve ter um incremento de 500 quilogramas e chegar a 3,7 toneladas.

Veja Também: https://mnegreiros.com/milho-impulsiona-safra-recorde-no-brasil/

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Desemprego está menor que no governo Dilma


Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o desemprego no Brasil está menor que no fim do governo Dilma Rousseff (PT). Divulgada nesta quinta-feira, 26, a taxa de desocupação estimada pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) caiu para 8,7% no terceiro trimestre de 2022. Em agosto de 2016, quando o Congresso o concluiu impeachment da petista, o índice estava entre 11,4% e 11,9%.

No primeiro trimestre de 2019, início do governo do presidente Jair Bolsonaro (PL), o desemprego estava em 12,8%. No quarto trimestre de 2019, último antes do surgimento do coronavírus, a taxa havia caído para 11,1%. Nos meses seguintes, o número de brasileiros sem ocupação começou a subir.

Ao longo da pandemia, a quantidade atingiu o pico: 14,9%, registrado pela primeira vez no terceiro trimestre de 2020. Esse resultado se repetiu no período entre janeiro e abril de 2022. Depois dessa data, o indicador começou a cair quase ininterruptamente até chegar ao nível atual. A exceção ocorreu somente no primeiro trimestre de 2022, quando o índice repetiu a mesma marca dos três meses anteriores: 11,1%.

“A taxa de desocupação segue a trajetória de queda que vem sendo observada nos últimos trimestres”, diz Adriana Beringuy, coordenadora da Pnad. “A retração dessa taxa é influenciada pela manutenção do crescimento da população ocupada.”

Atualmente, o desemprego no Brasil está no menor nível desde o terceiro trimestre de 2015: 9% — nesse período, Dilma ainda governava o país.

De acordo com o IBGE, 57,2% dos brasileiros estão empregados. Esse número inclui o trabalho formal, informal e por conta própria. É o mais alto nível de ocupação desde o trimestre encerrado em outubro de 2015.

 





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Mercado eleva previsão de crescimento do Brasil


A previsão do mercado para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2022 cresceu quase dez vezes ao longo do ano. O número aparece no Relatório Focus, publicado pelo Banco Central toda segunda-feira.

O Relatório Focus desta segunda-feira, 24, aumentou a projeção de 2,71% para 2,76% em 2022. Na primeira edição deste ano, o documento registrou a previsão de crescimento econômico em 0,28%. Assim, o número previsto cresceu praticamente dez vezes.

Além disso, o documento registra a 17ª queda consecutiva da  prévia para o fechamento do Índice de Preços ao Consumidor Amplo em 2022. Elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística para medir a inflação, o indicador caiu de 5,62% para 5,6%.

De acordo com o Banco Central, o Relatório Focus traz estatísticas calculadas considerando as expectativas de mercado coletadas até a sexta-feira anterior à sua divulgação. O documento mostra a evolução gráfica e o comportamento semanal das projeções para índices de preços, crescimento econômico, câmbio, taxa Selic, entre outros indicadores para o Brasil. As projeções são do mercado, e não do banco.

A nova projeção do mercado para o crescimento econômico do Brasil está ainda mais próxima da estimativa do Fundo Monetário Internacional (FMI) para a expansão do PIB do país: 2,8%. O órgão divulgou os dados em outubro.

Mais crescimento econômico

Ao longo de 2022, o FMI revisou três vezes a expectativa para o desempenho do PIB brasileiro para cima. Em janeiro, a previsão estimava apenas 0,3% de expansão.

ainda assim, Paulo Guedes, ministro da Economia, acredita que o fundo está subestimando o potencial do país. Na opinião dele, o crescimento econômico do Brasil pode chegar a 3% neste ano.

“Possivelmente, estão prevendo um crescimento baixo, porque estão achando que o outro candidato vai ganhar, e isso vai ser muito ruim para o crescimento”, afirmou o ministro na data da divulgação das projeções do FMI, antes de dizer que o país continuará crescendo com a continuidade do governo do presidente Jair Bolsonaro.

“Quando se faz uma mudança estrutural forte na economia, que é o nosso caso, os modelos antigos perdem a aderência”, explicou o ministro. “Eles [o FMI] estavam prevendo crescimento baixo baseado em investimento público, que está caindo há 20 anos. Então, cada vez mais, o país cresce menos, o que era uma verdade, um fato. Mas mudamos o modelo econômico e agora é baseado em investimentos privados. Temos R$ 900 bilhões de investimentos privados já contratados.”





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Brasil, o colosso que alimenta todos


O Ministério da Agricultura teve mais um registro recorde para o agronegócio brasileiro. Por meio do setor, o país faturou quase US$ 123 bilhões com as exportações realizadas entre janeiro e setembro. Para chegar ao montante, cerca de 200 países receberam alimentos e itens diversos elaborados a partir de outras matérias-primas do campo.

Sem enxergar diferenças

O envio de produtos atende tanto aos capitalistas norte-americanos quanto aos comunistas chineses. Não há distinção nem sequer por religião. Do mesmo modo que o setor abastece os judeus de Israel e os católicos no Vaticano, ele também fornece comida a hindus na Índia, budistas no Nepal e diversos países islâmicos, como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Líbia, etc.

Boa parte dos turistas que vão para a Copa do Mundo do Qatar deve comer, por exemplo, carne de frango brasileira vendida ao país de maioria muçulmana. Ao longo do ano, cerca de 83 milhões de quilos desse tipo de proteína já foram enviados do Brasil para lá.

Os cataris, entretanto, nem sequer estão no top dez dos países que compraram carne de frango do Brasil. Atualmente, a China é o maior cliente brasileiro: 410 milhões de quilos ao longo deste ano. Nas segunda e terceira posições aparecem os Emirados Árabes Unidos (350 milhões de quilos) e o Japão (315 milhões de quilos).

A lista é composta por cerca de 160 destinos, contando países e territórios autônomos. Entre eles, Taiwan — que não aceita se submeter ao governo chinês. Ou seja: o agronegócio do Brasil não exclui ninguém entre as populações que precisam importar comida. De janeiro a setembro de 2022, os produtores brasileiros enviaram 3,5 bilhões de quilos de proteína de frango ao mundo.

O carro-chefe

Somando todos os produtos, o agronegócio do Brasil exportou quase 180 milhões de toneladas ao redor do globo. O carro-chefe é o complexo da soja, formado pelo grão in natura, além do óleo e do farelo. Por volta da metade de todos os embarques feitos no solo brasileiro.

Mais uma vez, a China é o principal comprador: 47 milhões de toneladas, aproximadamente. Os clientes, porém, não se limitam ao gigante. Mesmo fazendo críticas, a União Europeia não abriu mão da soja brasileira. Somados, os 27 países-membros do bloco formaram o segundo destino dos envios do complexo da soja do Brasil para o mercado externo: 13 milhões de toneladas.

Nem mesmo a França ficou de fora. O país governado por Emmanuel Macron ficou no quinto lugar entre os importadores do complexo da soja do Brasil e 14º na lista composta por uma centena de destinos.

E ainda tem mais

Além disso, os dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos mostram que o agronegócio brasileiro é o principal fornecedor global de diversos itens. Conforme dados da pasta, o país lidera as exportações globais de soja, milho, café, carne bovina e frango, açúcar e suco de laranja em 2022.

Essa posição vem acompanhada da liderança em preservação. Dois terços de todo o território estão preservados. Em média, as áreas de conservação brasileiras cobrem por volta de 50% das áreas agrícolas. Em média, os produtores rurais brasileiros preservam 50% de sua propriedade — a porcentagem, determinada por lei, varia de acordo com o Estado: em São Paulo, por exemplo, são 20%; na Amazônia, 80%. Isso não ocorre em nenhum outro lugar do planeta.

 

Reconhecimento internacional

A legislação é tão abrangente que é elogiada internacionalmente mesmo pelos blocos mais exigentes. Um caso recente ocorreu durante entrevista concedida por Ignacio Ybá, embaixador da União Europeia no Brasil, à Edição 127 da Revista Oeste.

“Reconhecemos que o marco legal do Brasil, em particular o Código Florestal, é muito positivo”, comentou o diplomata. “A legislação ambiental brasileira é exemplar”.

Quando o assunto é ESG, a sigla que passou a ser usada recentemente para classificar empresas que prezavam pela preservação ambiental e pela sustentabilidade, a produção rural do país já toma todas as práticas por exigência legal. Falta apenas um sistema capaz de manter o histórico comprovando as boas práticas, conforme explica Nelson Ananais, coordenador de Sustentabilidade da Confederação Nacional da Agricultura.

“O ESG no agronegócio do Brasil não é algo para a próxima década, é uma ação que vem sendo trabalhada há pelo menos dez anos com desenvolvimento sustentável da agricultura, da garantia da segurança alimentar atrelada à preservação ambiental e a conformidade com as leis trabalhistas e com as questões sociais”, explica. “A gente já vem cumprindo a agenda ESG há quase dez anos com o desenvolvimento da agricultura de baixo carbono, há 40 anos com Código Florestal e há 50 anos com a transformação do Brasil em um país que garante a própria segurança alimentar e ainda exporta alimentos.”

A grande verdade

Estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) mostram que o Brasil alimenta, pelo menos, 800 milhões de seres humanos ao redor do planeta. Ou seja: mais de 10% da população mundial. O país consegue fazer isso de modo tão eficiente e barato que desponta como a grande potência para garantir segurança alimentar ao mundo.

E mesmo com essa posição de expansão,  ainda existe potencial nacional para aumentar a quantidade de alimentos que produz sem expandir a área ocupada pela agropecuária. A chave desse processo é a técnica de Integração Lavoura-Floresta-Pecuária, defendida pela Embrapa. Por meio desse manejo, faz-se a rotação entre agricultura e pecuária para a melhoria para otimização da produção e recuperação de áreas degradadas.

Ao conhecer esse modelo de produção, em 2021, o inglês Alok Sharma, que presidiu a Conferência das Nações Unidas para Mudanças Climáticas daquele ano, disse que o mundo precisa dessa inovação. “Estou falando aqui da Embrapa Cerrados, nos arredores de Brasília, onde tecnologias inovadoras e de baixo carbono estão ajudando a aumentar a produtividade agrícola brasileira ao evitar o desmatamento prejudicial e criando empregos verdes para os brasileiros”, afirmou em vídeo publicado no Twitter .

Diretora-geral da Organização Mundial do Comércio, Ngozi Okonjo-Iweala disse que o mundo precisa da agricultura brasileira. A fala ocorreu quando ela visitou o país em abril deste ano.

“Eu sei que o mundo não sobrevive sem a agricultura brasileira”, disse Ngozi, durante um encontro com a Frente Parlamentar da Agropecuária. “Precisamos pensar nos desafios futuros, não só do Brasil, mas do mundo todo. Estou animada sobre o que o Brasil tem a dizer sobre a área ambiental e as tecnologias produtivas com potencial de descarbonização.”





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Tempo de propaganda de Lula dispara em relação a Bolsonaro


O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concedeu a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) 184 inserções de 30 segundos em horários de televisão anteriormente destinados a Jair Bolsonaro (PL), nas eleições de 2022na propaganda eleitoral. A medida ocorreu em razão de decisões tomadas pela Corte na quarta-feira 19. Os dois políticos disputam a Presidência da República.

Ao todo, são três sentenças. Uma proferida pelo plenário do tribunal, e duas pelo ministro Paulo de Tarso Sanseverino. Em apenas uma delas, o magistrado favorece o atual presidente da República, concedendo a ele 14 inserções. As outras, somam 184 espaços extras ao petista na propaganda. Desse modo, o saldo é de 170 a mais para Lula.

Inicialmente, cada um dos candidatos teria 25 inserções diárias de 30 segundos na televisão. Ou seja: 225 até o fim do segundo turno, contando com esta quinta-feira, 20.

De acordo com o Poder360, as decisões do TSE fazem com que Lula passe para 340 e Bolsonaro para 55 inserções de 30 segundos. Desse modo, o petista terá sete vezes mais espaços desse tipo.

Contudo, em razão das medidas do TSE, a partir de amanhã, Lula terá uma média diária 12 vezes maior de informes que a de Bolsonaro. Em dois dias, 25 e 28 de outubro, a quantidade concedida a favor do petista é de quase 16 vezes maior.

Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT, comemorou a vantagem. “Acabamos de derrubar 184 inserções de 30 segundos para TV dos programas de Bolsonaro”, escreveu no Twitter.





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Abratel divulga nota contra censura imposta à Jovem Pan

A Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abratel) divulgou nesta quarta-feira, 19, uma nota contra a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que impediu a Jovem Pan de noticiar fatos envolvendo condenações de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à Presidência da República. O petista disputa o segundo turno das eleições presidenciais de 2022 contra o presidente e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro.

No comunicado, a Abratel informa que não “poderia deixar de vir a público manifestar sua preocupação com os atos que atingem o trabalho da livre imprensa”. No texto, a instituição afirma ainda esperar que as instituições respeitem a história dos veículos de comunicação profissionais com sede em nosso país.

“A recente decisão que impede o trabalho de divulgação e respeito à linha editorial de veículo de comunicação profissional, sediado no Brasil e regulado pela legislação brasileira atinge a todo o setor de radiodifusão”, afirma. “Tal ato ignora a história da Televisão e do Rádio, que esse ano comemoram 72 e 100 anos, respectivamente.”

Censura à Jovem Pan

Também hoje, a Jovem Pan divulgou uma carta informando que está sob censura. “Não há outra forma de encarar a questão: a Jovem Pan está, desde a segunda-feira, 17, sob censura instituída pelo Tribunal Superior Eleitoral”, declara. “Não podemos, em nossa programação — no rádio, na TV e nas plataformas digitais —, falar sobre os fatos envolvendo a condenação do candidato petista Luiz Inácio Lula da Silva. Não importa o contexto, a determinação do Tribunal é para que esses assuntos não sejam tratados na programação jornalística da emissora. Censura.”

A Justiça Eleitoral determinou a retirada de todas as plataformas da Jovem Pan de peças publicitárias da campanha do presidente Jair Bolsonaro com o tema “Lula mais votado em presídios” e “Lula defende o crime”. Por 4 votos a 3, os ministros decidiram que os jornalistas da emissora não podem falar sobre o assunto, sob pena de multa diária para o canal e para os jornalistas de R$ 25 mil.

Leia a íntegra da nota da Abratel

Em pleno centenário do Rádio no Brasil, a Associação Brasileira de Rádio e Televisão não poderia deixar de vir a público manifestar sua preocupação com os atos que atingem o trabalho da livre imprensa.

A recente decisão que impede o trabalho de divulgação e respeito à linha editorial de veículo de comunicação profissional, sediado no Brasil e regulado pela legislação brasileira atinge a todo o setor de Radiodifusão. Tal ato ignora a história da Televisão e do Rádio que esse ano comemoram 72 e 100 anos, respectivamente.

A ABRATEL acredita que qualquer decisão a ser tomada sobre esse tema seja tomada sempre em consonância com a preservação da liberdade de imprensa e do Estado Democrático de Direito. Esperamos que as instituições respeitem a história dos veículos de comunicação profissionais sediados em nosso país.

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Custo de vida cai para quase todas as classes sociais

De acordo com o levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o custo de vida em setembro ficou menor em quase todas as classes sociais, comparando com o mês anterior. Apenas para a população de renda mais alta houve inflação. Os dados foram divulgados na quinta-feira 13.

A maior queda do custo de vida ocorreu para as famílias de renda média: -0,35%. Além disso, a inflação desacelerou para todas as faixas de renda, comparando com 12 meses antes. Em agosto, a alta dos preços fechou para um anos antes fechou entre 8,2% e 9,2%. No mês passado, esse número oscilou de 6,9% a 8,2%.

No acumulado em 12 meses, até setembro, todas as classes de renda registraram desaceleração inflacionária na comparação com o mês imediatamente anterior”, informa o Ipea em nota. “Em termos absolutos, a faixa de renda média-baixa aponta a menor inflação acumulada em doze meses (6,9%) e a faixa de renda alta registra a maior taxa no período (8,0%).”

Segundo o comunicado do Ipea as deflações dos grupos transportes, comunicação e alimentos e bebidas se constituíram nos principais pontos de alívio da inflação para todos os segmentos de renda pesquisados. “No caso dos transportes, as quedas de 8,3% da gasolina e de 12,4% do etanol explicam grande parte do recuo dos preços em setembro”, explica.

“Nota-se, no entanto, que para as famílias de renda alta, parte deste alívio vindo das deflações dos combustíveis foi anulada pelos reajustes das passagens aéreas (8,2%) e do transporte por aplicativo (6,1%)”, complementa. “O peso desses itens em suas cestas de consumo é relativamente maior que o observado nas demais faixas de renda.”

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