As privatizações e concessões que são tocadas pelo governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) deverão ser revistas, adiadas ou canceladas com a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Correios, o Dataprev e o Porto de Santos, além do processo de venda de ativos da Petrobras, como gasodutos e refinarias, são alguns dos principais projetos de desestatização que já estavam em andamento ou com projeto pronto. No entanto, a equipe de transição do PT já indicou que devem ser revisitados. A Embrapa, empresa de pesquisa agropecuária, que também era candidata a um processo de privatização, é outra estatal que não deve migrar para a iniciativa privada.

“Nesse momento está suspensa qualquer proposta de privatização”, confirmou o senador petista Rogério Carvalho em entrevista à CNN. Ele ainda disse que está fora de discussão a privatização de empresas consideradas estratégicas pelo PT. De acordo com ele, “esse debate deve ficar para um segundo momento”.

Na fila

Os Correios seriam o próximo da fila para ser privatizado. A equipe de Paulo Guedes, ministro da Economia, chegou a apresentar o Projeto de Lei para a privatização da empresa em fevereiro, mas a tentativa não andou. Agora, a equipe de Lula já avisou que vai interromper o plano.

A Dataprev, sistema que gere a base de dados do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), e o Porto de Santos são outros dois que estavam com processo em andamento para privatização no atual governo, mas que devem emperrar a partir de 2023.

Completam a lista as vendas de ativos da Petrobras, agenda que vem desde o governo de Michel Temer (MDB) de enxugar outros negócios da estatal, como gasodutos, distribuição e refino, e focar essencialmente na exploração e produção de petróleo.





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