Medida é uma forma de evitar o desperdício em meio aos ataques russos às infraestruturas energéticas a poucos dias do inverno

Dimitar DILKOFF / AFPpreparação inverno ucrânia (1)
Cidades ucranianas vão ter racionamento de energia elétrica

Diante dos últimos ataques russos que desestabiliza as infraestruturas energéticas da Ucrânia a poucos dias do inverno, os ucranianos colocaram restrições ao consumo para a população e as empresas. Na capital Kiev, o prefeito Vitali Klitschko pediu às empresas, lojas, aos cafés e restaurantes que “economizem ao máximo” seu consumo em iluminação e publicidade. “Até mesmo as pequenas economias de cada casa vão ajudar a estabilizar o sistema energético do país”, acrescentou nas redes sociais. Desde o dia 10 de outubro, os ataques russos já destruíram 30% das usinas elétricas ucranianas em uma semana, segundo o presidente Volodymyr Zelensky. Várias regiões do país estão no escuro devido às destruições, o que originou na imposição de medidas para o consumo de eletricidade. Na região de Ivano-Frankivsk, no oeste do país, foram impostas duras restrições para 20 empresas industriais de alto consumo energético, com o objetivo de reduzir seu consumo de energia. Uma empresa de fornecimento de energia local também pediu aos moradores que “minimizem” o uso de aparelhos como fogões elétricos e máquinas de lavar. Os fornecedores privados de eletricidade nas regiões de Lviv e Chernivtsi, no oeste, introduziram um cronograma para limitar o consumo de eletricidade das empresas industriais. A medida, no entanto, não se aplica a “empresas de infraestrutura crítica” e ainda não foram introduzidos apagões forçados para o público em geral, observou a empresa de energia Chernivtsioblenergo. “Os transportes elétricos, sistemas de aquecimento, serviços de água, hospitais e padarias vão continuar funcionando sem restrições”, destacou. Na segunda maior cidade da Ucrânia, Kharkiv, alvo de ataques russos há meses, a operadora de metrô disse que aumentaria os intervalos entre os trens para economizar eletricidade.

*Com informações da AFP 





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