O português Carlos Queiroz, técnico da seleção iraniana, criticou os protestos dos torcedores antes da partida contra a Inglaterra pelo Grupo B da Copa do Mundo 2022, realizada no Catar. A partida terminou com goleada da Inglaterra sobre o Irã por 6 a 2. A população do Irã esteve nas ruas nos últimos dias protestando contra a violência e restrição dos direitos das mulheres promovidas no país. As manifestações começaram após o anúncio da morte de Mahsa Amini, uma jovem de 22 anos. O caso aconteceu no Teerã. A jovem ficou em coma após sua prisão e morreu três dias depois de ser hospitalizada. Segundo as autoridades iranianas, a jovem morreu por causas naturais, mas ativistas e o Alto Comissariado de Direitos Humanos afirmam que ela foi atingida violentamente na cabeça e jogada contra um veículo da polícia.

Os jogadores da seleção iraniana, inclusive, não cantaram o hino do país. No momento da execução do hino, os torcedores vaiaram.  Na visão de Queiroz, os problemas fora das quatro linhas podem ter afetados os seus atletas. “Todos os iranianos são bem-vindos ao estádio. Eles têm o direito de criticar o time. Mas aqueles que causam perturbações por problemas fora do futebol não são bem-vindos. Em 2014 e 2018, tivemos total apoio dos torcedores. Agora, veja o que aconteceu hoje. Os fãs que não estão tão dispostos a torcer, deveriam ficar em casa”, disse Queiroz.  O comandante pediu mais apoio aos jogadores.  “Não importa o que eles façam ou falem, todo mundo joga pelo povo, representam todo o povo, sem religião, sem cor. Então deixem eles jogar. Não significa que eles não têm opinião. Eles têm. No momento certo eles vão expor”, comentou. O Irã volta a campo na sexta-feira, 25, contra o País de Gales, às 7 horas (horário de Brasília), pela segunda rodada do Mundial.

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